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Lei de incentivos visa revitalizar comércio do Centro Histórico de Cuiabá

Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa oferece benefícios fiscais para empresas que se instalarem no Centro Histórico de Cuiabá, como isenção de ICMS e redução de IPVA. A medida busca reverter o cenário de esvaziamento comercial que caracteriza a região há anos, trazendo de volta o movimento e a vitalidade que a área perdeu.

Redação Agora Pronto News(13/07/2026)
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Lei de incentivos visa revitalizar comércio do Centro Histórico de Cuiabá

O Centro Histórico de Cuiabá enfrenta um desafio crescente: o esvaziamento comercial. Prédios fechados, vitrines apagadas e ruas que já foram o coração econômico da capital mato-grossense agora refletem o abandono de décadas. Para tentar reverter esse cenário, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Complementar de Política Estadual Tributária de Incentivo à Revitalização do Comércio dos Centros Históricos.

Observar a região é testemunhar a transformação. Durante o movimento da tradicional Liquida Centro, o calçadão apresenta transeuntes, mas dentro das lojas o cenário é desanimador. Lojistas aguardam clientes que chegam em pequenos intervalos. À medida que se avança pela região, as portas fechadas predominam, substituindo estabelecimentos comerciais funcionando.

A Lei Complementar propõe uma estratégia baseada em incentivos econômicos. As empresas instaladas no Centro Histórico poderão usufruir de isenção total de ICMS, redução de 50% no IPVA, isenção de ITCMD na transferência de propriedades imobiliárias e acesso a linhas de crédito especiais. Adicionalmente, inclui incentivos para restauração de edificações com valor histórico.

O deputado estadual Diego Guiamães, autor da proposta, explicou a origem do projeto. Segundo ele, o problema começou quando o comércio privado abandonou o Centro Histórico, migrando para bairros residenciais e centros comerciais. Essa saída gerou um efeito cascata de deterioração que os anos agravaram.

A perspectiva do parlamentar é clara: o Estado pode investir recursos públicos massivamente, mas sem empresas funcionando, o abandono retorna rapidamente. Por isso, a presença comercial é essencial. Ele afirma que o comércio funciona como o motor de uma cidade, mantendo-a viva e dinâmica.

A lógica da legislação é tornar financeiramente atrativo investir na região. Reduzindo custos tributários, a expectativa é estimular a abertura de novos empreendimentos, aumentar o fluxo de pessoas e incentivar a recuperação de imóveis deteriorados. Comerciantes locais reconhecem que a movimentação de clientes não é mais como era anteriormente, reforçando a necessidade de ações concretas.

A aprovação dessa lei representa um passo estratégico para resgatar a identidade e a função econômica do Centro Histórico cuiabano, transformando novamente os casarões centenários em espaços vivos e produtivos para a comunidade.

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