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Síndica sofre agressão e injúria racial em condomínio de Várzea Grande

Uma síndica foi vítima de agressões físicas e verbais, incluindo xingamentos racistas, praticados por uma moradora em Várzea Grande. O incidente foi registrado por câmeras de segurança e a polícia foi acionada. O caso foi registrado como injúria racial, perseguição e vias de fato.

Redação Agora Pronto News(05/06/2026)
Síndica sofre agressão e injúria racial em condomínio de Várzea Grande

A síndica Selma Guimaraes Souza, que trabalha no Condomínio Chapada dos Buritis, localizado no bairro Ponte Nova em Várzea Grande, registrou boletim de ocorrência na terça-feira (2) relatando episódio de violência e discriminação racial sofrido em sua função.

O conflito teve origem em uma infiltração que atingiu o apartamento de Maisa de Paula Pereira no dia 29 de maio. A moradora insistia que a administração era responsável pelo problema, mas laudos técnicos do próprio condomínio comprovaram que o vazamento provinha da unidade superior, eximindo a síndica de culpa.

Inconformada com a conclusão técnica, a moradora iniciou uma série de perseguições contra a síndica e funcionários do local, exigindo ações que não eram responsabilidade da administração. O comportamento se intensificou até resultar em confronto direto no pátio do condomínio.

Testemunhas presenciaram o momento em que a moradora seguiu a síndica proferindo insultos e ameaças. Entre os xingamentos estavam expressões como "sua preta incompetente", "verme", "preta nojenta", "incompetente" e "jumenta", acompanhadas de ameaças de vingança.

O episódio prosseguiu quando a agressora invadiu o salão de festas onde ocorria uma reunião com uma empresa terceirizada. Diante de diversos funcionários, apontou o dedo para o rosto da síndica, repetiu as ofensas e tentou agredi-la fisicamente. Em seguida, empurrou a vítima com força, sendo contida apenas pelos prestadores de serviço presentes.

Após ser afastada, a moradora ainda tentou pegar uma cadeira para arremessá-la contra a síndica. A agressividade apenas cessou com a chegada da Polícia Militar, que foi acionada para controlar a situação.

O incidente foi completamente registrado pelas câmeras de segurança do condomínio, fornecendo provas do ocorrido. As imagens confirmam todos os relatos da vítima sobre as agressões e o comportamento perseguidor.

A Polícia Civil formalizou a denúncia contra Maisa de Paula Pereira por injúria racial, crime de perseguição e vias de fato, encaminhando o processo para as devidas providências judiciais.

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