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Justiça de MT executa ordem do STJ e prende quatro PMs da Rotam

A Justiça de Mato Grosso cumpriu determinação do Superior Tribunal de Justiça e prendeu preventivamente quatro policiais militares da Rotam acusados de forjar um confronto que resultou na morte do advogado Renato Nery em julho de 2024. Os PMs, que haviam sido soltos em maio, agora aguardam audiência de custódia no Fórum de Cuiabá. A prisão foi decretada novamente considerando a gravidade dos fatos e o risco de intimidação de testemunhas.

Redação Agora Pronto News(há 2 dias)
Justiça de MT executa ordem do STJ e prende quatro PMs da Rotam

Cumprindo ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o juiz João Bosco Soares da Silva, responsável pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá, expediu no dia 23 de junho mandados de prisão preventiva contra quatro policiais militares da Rotam: Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso.

Os mandados foram executados durante a tarde do mesmo dia. Os quatro acusados foram encaminhados para o Fórum da Capital, onde participaram de audiência de custódia às 16h. Atualmente, eles permanecem detidos nas dependências do batalhão da Rotam, aguardando o prosseguimento dos processos.

Os policiais respondem por acusações relacionadas à morte do advogado Renato Nery, ocorrida em julho de 2024, em Cuiabá. Segundo as investigações, os militares teriam forjado um confronto armado com o objetivo de justificar o uso de uma pistola Glock G17, arma supostamente utilizada no homicídio. A ação resultou também em ferimentos a outra pessoa.

A decisão do STJ foi proferida em fevereiro deste ano, determinando o restabelecimento da custódia preventiva. O tribunal considerou em sua análise a gravidade concreta dos fatos investigados, a periculosidade presumida dos agentes e o risco significativo de repetição de crimes. Além disso, a corte apontou a necessidade de proteger o andamento da instrução processual contra possíveis intimidações de vítimas e testemunhas.

Estes policiais haviam sido presos originalmente em março de 2025, durante a Operação Office Crime – A Outra Face, coordenada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em maio seguinte, foram libertados sob a imposição de medidas cautelares diversas.

Paralelamente, em decisão proferida no dia 15 de junho pela 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, o juiz José Mauro Nagib Jorge restabeleceu medidas cautelares contra os mesmos acusados em processo distinto. Entre as restrições impostas estão: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, proibição total de portar armas de qualquer natureza, tanto institucionais quanto particulares, e afastamento de todas as atividades operacionais.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso considerou em sua análise a gravidade dos fatos e os riscos que a permanência dos acusados em atividades de policiamento ostensivo poderia representar ao funcionamento adequado das investigações e à segurança da comunidade.

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