A condenação de Gilson dos Santos foi proferida pelo Tribunal de Júri de Aripuanã na quarta-feira (24) pelos assassinatos de três integrantes da mesma família. O magistrado Yago da Silva Sebastião determinou 50 anos de reclusão como pena final do réu, somando as três sentenças aplicadas.
O crime ocorreu em outubro de 2019 em uma propriedade rural do município. As vítimas, Matheus Paes Zeferino, Osmir Zeferino e Klidio Henrique Richieri Pereira, estavam em uma caminhonete quando foram alvo de disparos de arma de fogo efetuados pelo acusado. A origem do conflito estava em uma discussão relacionada ao uso de uma caixa d'água na localidade.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça William Johnny Chae apresentou tese acolhida pelo Conselho de Sentença, caracterizando os homicídios como praticados com recurso que dificultou ou impediu a defesa das vítimas. Essa qualificadora foi fundamental para a condenação.
Na sentença, o juiz estabeleceu penas diferenciadas para cada morte. Matheus e Osmir receberam 16 anos cada um, enquanto Klidio foi condenado a 18 anos, levando em consideração que deixou criança menor órfã. Como os três homicídios foram julgados em concurso material, as penas foram cumulativas, chegando ao total de 50 anos.
O magistrado expediu imediatamente mandado de prisão contra o condenado. Além disso, negou ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade, significando que ele permanecerá preso enquanto aguarda possíveis recursos nas instâncias superiores do Judiciário.
O caso representou um crime de grande repercussão em Aripuanã por envolver morte de múltiplos membros de uma mesma família e ter origem em desentendimento sobre propriedade comum na zona rural.




