A influenciadora e advogada Deolane Bezerra se tornou ré após decisão da Justiça paulista que aceitou denúncia do Ministério Público. Ela é acusada de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro em benefício do PCC, a maior facção criminosa do Brasil.
A denúncia também envolve outras cinco pessoas: Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola; Everton de Souza, descrito como operador financeiro da organização; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola. Os réus têm dez dias para apresentar suas defesas.
O juiz Deyvison Heberth dos Reis considerou comprovada a materialidade dos crimes com base em evidências coletadas. O tribunal utilizou como fundamentação conteúdo extraído de celulares, relatórios de inteligência financeira, análises de quebra de sigilo fiscal e bancário, além de registros de depósitos fracionados em contas dos denunciados.
Segundo a decisão judicial, a investigação identificou uma estrutura criminosa organizada especificamente para executar operações de lavagem de capitais. O esquema utilizava uma empresa de fachada, a Transportadora Lado a Lado, para movimentar valores oriundos de tráfico de drogas.
Quanto ao papel de Deolane no suposto esquema, a Justiça aponta que ela funcionava como receptora de recursos ilícitos. A conta da advogada no Banco Itaú teria sido utilizada para receber depósitos fracionados provenientes diretamente da transportadora, conforme orientações de Everton, descrito como agente financeiro do núcleo de Alejandro.
O Ministério Público ofereceu a denúncia baseado em investigações que apontam um sofisticado sistema de movimentação de valores ilícitos. As provas reunidas sugerem integração de Deolane com o núcleo financeiro da organização criminosa.
A defesa da influenciadora refutou as acusações através de nota oficial. Os advogados enfatizaram que a aceitação da denúncia não representa conclusão sobre os fatos alegados. Eles afirmam que a cliente é inocente, que todos seus rendimentos possuem origem legal e estão devidamente declarados, além de negar qualquer vínculo dela com crime organizado. A defesa utilizará todos os meios de prova disponíveis para esclarecer o caso.




