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Casal é preso por usar loja em Cuiabá para lavar dinheiro do tráfico

A Polícia Civil prendeu Nelson Valério de Souza, conhecido como 'Mandela', e Anayevan Moura, acusados de utilizarem uma loja de roupas em Cuiabá para dissimular recursos originários do tráfico de drogas. As prisões ocorreram durante a Operação Comando Oculto, que investiga atividades criminosas em municípios do interior de Mato Grosso. A investigação revelou que o estabelecimento comercial funcionava como fachada para movimentação de valores ilícitos.

Redação Agora Pronto News(19/06/2026)
Casal é preso por usar loja em Cuiabá para lavar dinheiro do tráfico

A Polícia Civil de Mato Grosso desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro que funcionava através de uma loja de roupas localizada em Cuiabá. Na quarta-feira (17), foram efetuadas as prisões de Nelson Valério de Souza, alcunhado 'Mandela', e Anayevan Moura, casal suspeito de integrar facção criminosa e utilizar o estabelecimento comercial como cobertura para movimentação de recursos obtidos ilicitamente com o tráfico de drogas.

A operação de segurança pública, denominada Comando Oculto, focou em desarticular atividades de uma organização criminosa que atua nos municípios de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu. Durante as ações, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, executados três mandados de busca e apreensão, além de três ordens judiciais para quebra de sigilo bancário contra os indivíduos envolvidos e a empresa associada ao casal.

Conforme revelado nas investigações conduzidas pela Delegacia de Santa Cruz do Xingu, em parceria com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a loja foi constituída recentemente com o objetivo específico de ocultar a origem criminosa dos recursos financeiros. O trabalho investigativo teve origem na análise detalhada de materiais obtidos em operações policiais anteriores.

De acordo com informações da Polícia Civil, Nelson Valério residia em Cuiabá e exercia controle sobre as operações da facção criminosa de forma remota, utilizando aplicativos de mensagens instantâneas e contatos telefônicos. As evidências apontam que ele era responsável pela coordenação da distribuição de entorpecentes, designação de responsabilidades entre membros, imposição de exações ilegais e autorização de medidas punitivas internas da organização.

Os valores oriundos das atividades ilícitas eram canalizados através de contas bancárias vinculadas a Anayevan, que posteriormente depositava os fundos no negócio estabelecido pelo casal, disfarçando assim a origem dos recursos. A instituição financeira funcionava como intermediária no processo de legitimação do capital criminoso.

O delegado Onias Estevam comunicou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros componentes da rede criminal e ampliar as apurações acerca dos delitos perpetrados. Os itens recuperados durante as buscas e os registros financeiros obtidos mediante decisão judicial serão submetidos a análise minuciosa nas fases subsequentes do inquérito policial, com possibilidade de novas prisões.

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