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Advogado nega envolvimento em esquema investigado pela PF

Bruno Oliveira Castro, alvo da Operação Gemini da Polícia Federal, negou categoricamente qualquer participação em atividades ilícitas. A investigação apura supostos esquemas de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O profissional afirma que seus contatos mencionados na investigação estão descontextualizados.

Redação Agora Pronto News(09/06/2026)
Advogado nega envolvimento em esquema investigado pela PF

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Gemini, que investigava supostos crimes relacionados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Entre os oito investigados está o advogado Bruno Oliveira Castro, que se manifestou publicamente para refutar as acusações que envolvem seu nome.

Por meio de nota à imprensa, Castro reafirmou seu compromisso com a ética profissional e a legalidade no exercício da advocacia. Segundo ele, jamais solicitou, intermediou ou realizou qualquer negociação irregular que pudesse comprometer sua atuação como profissional do direito.

O advogado esclareceu que as conversas mencionadas nos autos da investigação carecem de contexto adequado e não representam a realidade dos fatos. Ele ressaltou que, ainda antes das medidas judiciais serem cumpridas, colocou-se à disposição do Conselho Nacional de Justiça e da Procuradoria-Geral da República para fornecer informações detalhadas sobre sua trajetória profissional.

Castro manifestou confiança nas instituições responsáveis pela apuração dos fatos, esperando que a investigação seja conduzida com imparcialidade e que demonstre sua inocência. Ele reiterou que sempre atuou rigorosamente dentro dos limites legais, éticos e das prerrogativas inerentes à profissão de advogado.

A Operação Gemini é desdobramento da Operação Sisamnes. As investigações tiveram origem na análise de dados de aparelhos celulares de advogados, incluindo conversas onde é mencionada uma tentativa de obtenção de medida judicial em recurso que tramitava no Tribunal de Justiça estadual. Um dos advogados cujos dispositivos foram analisados, Roberto Zampieri, foi assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá.

Além de Bruno Castro, também foram alvo da operação o desembargador Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil, ambos afastados de suas funções durante as investigações. A ação da Polícia Federal busca esclarecer possíveis esquemas de comercialização de decisões judiciais e operações de lavagem de dinheiro no âmbito do Poder Judiciário mato-grossense.

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