Virginia Mendes, ex-primeira-dama de Mato Grosso e pré-candidata à Câmara Federal pelo União, reforçou seu posicionamento em favor da prisão perpétua para autores de feminicídio. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira, em resposta ao crime que vitimou Daiany Rodrigues de Souza, 33 anos, morta a facadas em Confresa no sábado.
O crime brutal deixou a sociedade mato-grossense ultrajada. A vítima recebeu múltiplas facadas nas costas, cometidas pelo seu companheiro, de 63 anos. Com esse caso, chegam a 26 os feminicídios registrados no estado em 2026, números que apontam a gravidade da violência contra mulheres.
"Mais uma mulher perde a vida por razões triviais. Isso é absolutamente revoltante e inadmissível. Quem comete um homicídio não merece nova oportunidade, a menos que esteja em legítima defesa. Defendo uma mudança constitucional para garantir pena perpétua no Brasil", afirmou Mendes.
A pré-candidata enfatizou a necessidade urgente de combater a impunidade nos crimes contra mulheres. "Precisamos parar com a falta de punição. É fundamental proteger aqueles que valorizam a vida e punir com máxima severidade quem a tira", completou.
Virginia Mendes utiliza a legislação italiana como modelo, mencionando que aquele país intensificou suas leis contra feminicídio. Ela acredita que o Brasil deve seguir caminho semelhante, implementando mudanças legais que resultem em penalidades mais rigorosas para esses crimes hediondos.
Durante sua gestão como primeira-dama, Virginia trabalhou voluntariamente na criação e fortalecimento de políticas públicas dedicadas à proteção feminina. Entre as ações desenvolvidas estão o programa de auxílio-moradia para vítimas de violência doméstica através do SER Família Mulher, além do apoio à inauguração da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher funcionando 24 horas em Cuiabá.
Outras contribuições incluem a capacitação de equipes especializadas nas delegacias estaduais e o incentivo para criação do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. Virginia destaca que essas iniciativas, apesar de importantes, precisam ser complementadas por penalidades mais severas.
Para a política, a estratégia contra feminicídios deve combinar acolhimento às vítimas com políticas preventivas e, fundamentalmente, aplicação rigorosa da lei. "Devemos proteger as vítimas, porém garantir que quem assassina uma mulher enfrente punição máxima. Prisão perpétua já", reiterou.




