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Sinfra critica passado e abandona audiência sobre atrasos do BRT

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, deixou audiência pública sobre o BRT ao rebater críticas e comparar o projeto com o VLT, que ficou 10 anos parado sem trilhos. O gestor defendeu o rigor da fiscalização da Sinfra nas medições e pagamentos às empresas executoras da obra.

Redação Agora Pronto News(há 5 dias)
Sinfra critica passado e abandona audiência sobre atrasos do BRT

Durante audiência pública convocada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) para discutir os atrasos e custos das obras do Sistema BRT, o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, saiu da reunião após fazer críticas aos questionamentos levantados sobre o andamento do empreendimento.

Ao se defender das acusações, Oliveira trouxe à tona o histórico do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande. De acordo com o secretário, quando os trens chegaram à capital, houve celebração pública, mas as estruturas de trilho ainda não estavam instaladas. "Foram pagos milhões de reais e os trens ficaram parados por 10 anos", criticou.

O gestor ressaltou que, diferentemente daquele projeto, a atual administração mantém critérios rigorosos para liberar recursos às empresas responsáveis pelas obras do BRT. Explicou que os baixos percentuais de execução mencionados pelo deputado refletem justamente esse controle mais rígido sobre as medições técnicas.

"Os terminais estão com 0% pagos. Não teve adiantamento, não teve nada. As medições têm brigas homéricas. Enquanto não cumprir os requisitos, o papel não sai daqui", declarou Oliveira, destacando que a Sinfra não libera pagamento sem que as exigências técnicas sejam plenamente atendidas.

Antes de se retirar da audiência, o secretário ainda afirmou que sua assinatura não estava presente nas decisões do VLT, justificando sua posição de não ser responsável pelos equívocos daquele projeto. Mencionou que trabalhou como secretário-adjunto na extinta Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo) e que os trens jamais teriam chegado sem cumprimento das devidas exigências técnicas sob sua supervisão.

Com tom de desconforto, Oliveira pediu licença para deixar a reunião. "Vou pedir licença, porque sou muito nervoso. Tem coisa que eu quero falar, mas não vou falar porque isso vai me infartar", disse antes de se retirar.

O projeto do VLT, que deveria ser um dos principais legados da Copa do Mundo de 2014, acumulou significativos atrasos, aditivos contratuais e foi alvo de investigações envolvendo corrupção e superfaturamento, consolidando-se como um dos maiores escândalos de obras públicas em Mato Grosso.

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