João Bosco de Moraes, advogado conhecido como Bosco do Incra, anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual aproveitando sua experiência de mais de quarenta anos no setor agrário de Mato Grosso. O ex-superintendente da instituição federal planeja transformar seu conhecimento em políticas públicas para disputar uma das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa.
A plataforma de campanha do pré-candidato se concentra em três pilares principais: regularização fundiária, apoio à agricultura familiar e reconhecimento dos servidores públicos federais. Bosco dirigiu a Superintendência do Incra em Mato Grosso entre 2016 e 2018, e ocupou o cargo de assessor especial do Ministério da Agricultura até abril deste ano, quando se desincompatibilizou conforme exigências legais para candidatos.
De acordo com Bosco, a regularização de aproximadamente 3 milhões de áreas no estado representa um desafio fundamental. Essas terras, em sua maioria ocupadas em propriedades públicas, carecem de titulação adequada. O candidato argumenta que esse processo garante segurança jurídica aos produtores e impulsiona o crescimento econômico dos municípios.
Para ilustrar a importância dessa política, Bosco aponta exemplos de cidades que se tornaram potências agrícolas após a regularização fundiária. Localidades como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop surgiram em terras que, originalmente, eram propriedades públicas. Segundo ele, sem a titulação adequada, esse desenvolvimento econômico não teria ocorrido e Mato Grosso não consolidaria sua posição como referência nacional no agronegócio.
O benefício da regularização vai além dos grandes produtores. Agricultores familiares e médios empresários recebem impacto positivo quando conseguem a titulação, pois isso facilita o acesso a crédito e investimentos financeiros necessários para ampliar suas atividades.
Outra proposta da campanha é a criação de uma central de comercialização para produtos da agricultura familiar local. A medida visa fortalecer a produção regional e diminuir a dependência de alimentos importados de outros estados. Bosco destaca que a região metropolitana de Cuiabá consome grandes quantidades de produtos vindos de fora, e acredita que um cinturão verde na Baixada Cuiabana poderia reverter essa situação.




