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Restaurante Brasido encerra atividades em Cuiabá após 4 anos

O restaurante Brasido, localizado no Shopping Estação Cuiabá, anunciou o fechamento de suas portas nesta terça-feira (2) após quatro anos em funcionamento. O encerramento ocorre em meio a problemas financeiros, incluindo dívida de aluguel superior a R$ 769 mil e questões judiciais envolvendo o chef Fernando Mack.

Redação Agora Pronto News(04/06/2026)
Restaurante Brasido encerra atividades em Cuiabá após 4 anos

O Brasido, estabelecimento gastronômico situado no Shopping Estação Cuiabá, comunicou oficialmente o encerramento de suas operações. O anúncio foi divulgado nas plataformas digitais do restaurante e do chef-empresário Fernando Mack, marcando o fim de uma trajetória de quatro anos na Capital.

Por meio de nota publicada nas redes sociais, o empresário expressou gratidão aos clientes que acompanharam a história do empreendimento. Sem detalhar especificamente as razões do fechamento, Mack descreveu o encerramento como conclusão de um período construído com "trabalho, dedicação, suor, alegria e também lágrimas".

"Recebemos clientes que se tornaram amigos e criamos experiências gastronômicas que ficarão guardadas na memória de muitas pessoas", afirmou no comunicado. O restaurante havia conquistado uma base de seguidores ao longo de seu funcionamento desde dezembro de 2022.

Problemas Financeiros

O fechamento acontece em contexto de dificuldades econômicas significativas. O Brasido acumulava débito locatício expressivo junto ao Consórcio Empreendedor do Cuiabá Plaza Shopping, administrador do centro comercial onde funcionava. A dívida ultrapassava R$ 769,8 mil, referente ao período entre agosto de 2024 e junho de 2025.

Em novembro do ano anterior, a Justiça ordenou o bloqueio de R$ 1,08 milhão das contas do restaurante. Posteriormente, o Poder Judiciário também autorizou a penhora de bens da empresa, agravando ainda mais a situação financeira do empreendimento.

Questões Judiciais

Além dos problemas com aluguel, Fernando Mack enfrentou investigação conduzida pela Polícia Civil. Em abril de 2025, foi alvo de inquérito por suspeita de estelionato, instaurado após representação criminal apresentada em dezembro de 2024 por grupo formado por empresários e advogados.

Os denunciantes alegavam que Mack ofereceu participação societária no restaurante e arrecadou aproximadamente R$ 2,8 milhões dos investidores. Conforme a acusação, desde a inauguração do estabelecimento, o chef se recusava a formalizar a sociedade, prestar contas financeiras e distribuir lucros.

Em outubro de 2025, a juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias, determinou o arquivamento do inquérito. A decisão se baseou em parecer do promotor Arnaldo Justino da Silva, do Ministério Público Estadual, que concluiu pela insuficiência de elementos para prosseguimento da ação.

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