Agora Pronto News
Economia

Juros do cartão sobem para 435,9% e atingem terceiro maior patamar em fevereiro

As taxas de juros do rotativo do cartão de crédito aumentaram 11,4 pontos percentuais em fevereiro, chegando a 435,9% ao ano, conforme divulgado pelo Banco Central. Uma dívida de R$ 800 pode crescer para R$ 4.287,20 em um ano sem pagamento. O cheque especial também registrou alta, atingindo 147% ao ano.

Redação Agora Pronto News(04/06/2026)
Juros do cartão sobem para 435,9% e atingem terceiro maior patamar em fevereiro

Os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito voltaram a crescer em fevereiro. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (30), a taxa anual chegou a 435,9%, representando um aumento de 11,4 pontos percentuais comparado a janeiro, quando estava em 424,5% ao ano. Este é o terceiro maior índice para o mês desde 2017.

Para compreender melhor o impacto na vida do consumidor: uma dívida de R$ 800 contraída em fevereiro do ano anterior pode crescer para R$ 4.287,20 após doze meses sem pagamento, exigindo um desembolso adicional de R$ 3.487,20 apenas em encargos de juros.

Apesar dos números alarmantes, é importante destacar que o Conselho Monetário Nacional estabeleceu um teto de 100% para as taxas de juros do rotativo a partir de janeiro do ano passado. Isso significa que uma dívida de R$ 200 não pode ultrapassar R$ 400 com a adição de juros e encargos. Os percentuais divulgados pelo Banco Central resultam de uma extrapolação matemática da taxa mensal para o período anual, nem sempre sendo totalmente efetivada na prática, já que a maioria dos consumidores permanece em débito por apenas alguns dias ou semanas.

O Banco Central justifica a manutenção dessa série histórica por sua importância em sinalizar a velocidade de variação dos juros no mercado e por ser componente essencial para calcular a taxa cobrada pelo sistema financeiro como um todo.

O cheque especial, segunda linha de crédito mais cara disponível, também registrou alta significativa em fevereiro. Os juros médios atingiram 147% ao ano, uma elevação de 9,6 pontos percentuais. Uma dívida de R$ 800 pode alcançar R$ 1.976 após um ano sem quitação.

Para reduzir o peso dos juros, consumidores podem optar pelo empréstimo consignado, que oferece descontos automáticos na folha de pagamento. Esta modalidade apresenta taxa menor: 28,2% ao ano em fevereiro, com variações conforme a categoria profissional. Beneficiários do INSS pagam 24,2% ao ano, servidores públicos 23,8% e trabalhadores do setor privado 59,4% ao ano.

Comentários

Deixe seu comentário

0/1000

Seu comentário será publicado após aprovação editorial.

Leia também