A trajetória política do senador Wellington Fagundes (PL) ganhou novo capítulo de contradições nesta semana. Inicialmente, ele desmentiu participação no Fórum de Lisboa, evento em Portugal coordenado pelo ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).
A negação do senador fazia sentido estratégico para sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. Setores conservadores e apoiadores do bolsonarismo têm mantido relação tensa com o STF, considerado adversário político. Qualquer aproximação com ministros da corte poderia prejudicar sua imagem junto a esse eleitorado.
A crítica inicial veio do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), colega de legenda que questionou a presença de Wellington no certame português. A pressão foi suficiente para que o senador refutasse publicamente sua ida ao evento.
Contudo, a situação mudou de figura quando Wellington publicou um vídeo em suas redes sociais na quinta-feira (5) posando ao lado do padre Guerra. A imagem que mais chamou atenção foi o crachá de identificação do Fórum de Lisboa visível no pescoço do religioso, sugerindo forte vinculação com o evento que o senador havia negado frequentar.
A gravação reacendeu imediatamente o debate entre seus apoiadores e críticos. Para detratores, a postagem comprovaria a falta de sinceridade nas explicações anteriores. Já simpatizantes argumentam que sua presença poderia ter sido breve ou em contexto diverso do que havia sido especulado inicialmente.
A situação exemplifica o desafio enfrentado por políticos que tentam se posicionar simultaneamente em diferentes espectros ideológicos. Wellington busca consolidar apoio tanto entre grupos mais progressistas quanto entre setores conservadores, movimento que demanda cuidados redobrados com mensagens e aparições públicas.
A polêmica segue em aberto, com repercussão nas redes sociais e entre analistas políticos de Mato Grosso que acompanham a trajetória do pré-candidato em direção às eleições para governador.




