O governador paulista Tarcísio de Freitas segue como favorito à reeleição, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta semana. Ele recebe apoio de 46% dos entrevistados que pretendem votar, consolidando uma vantagem significativa sobre seus principais concorrentes no estado.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda que deixou a pasta para disputar o cargo, aparece em segundo lugar com 30% das preferências dos eleitores paulistas. A distância de 16 pontos percentuais entre os dois principais candidatos demonstra o desafio enfrentado pelo petista em recuperar terreno na campanha que se aproxima.
O cenário de disputa é complementado por três candidatos de esquerda radical que conseguem somar 13% juntos: Vera Lúcia (PSTU com 5%), Vivian Mendes (UP com 4%) e Carlos Machado (PCB com 4%), que aparecem empatados na terceira colocação. Ainda há 8% de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, e 3% permanecem indecisos sobre qual candidato escolher.
Quando considerados apenas os votos válidos - aqueles que realmente são contabilizados para definir o vencedor - Tarcísio alcança 52% contra 34% de Haddad. Para vencer no primeiro turno, é necessário obter mais de 50% dos votos válidos. Porém, a margem de erro de dois pontos percentuais e o fato de ainda faltarem meses para o pleito deixam o resultado em aberto, especialmente porque a parcela de votos brancos e nulos deve aumentar conforme se aproxima a eleição.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de janeiro, ouvindo 1.608 eleitores em 71 cidades paulistas, sendo a primeira sondagem com todos os pré-candidatos confirmados. Comparando com a pesquisa anterior de março, muitas mudanças ocorreram: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) agora disputam o Senado, enquanto Márcio França (PSB) tornou-se vice de Haddad e Geraldo Alckmin (PSB) integra a chapa presidencial de Lula em nível nacional.
No campo governista, Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) também abriram mão de suas campanhas. Desde a pesquisa anterior, as menções espontâneas a Haddad como candidato preferido saltaram de 2% para 8%, enquanto Tarcísio oscilou levemente de 22% para 21% em citações não induzidas.
Num eventual segundo turno, Tarcísio manteria sua vantagem com 53% contra 37% de Haddad. O petista também enfrenta rejeição maior dos paulistas: 47% afirmam que nunca votariam nele, enquanto apenas 29% expressam a mesma posição em relação ao governador. Esses números reforçam a magnitude do desafio que Haddad enfrenta em sua missão de construir um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do país.




