Agora Pronto News
Política

Câmara rejeita Lei de Diretrizes Orçamentárias; Abílio culpa disputa política

A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, que previa arrecadação de R$ 5,07 bilhões. O prefeito Abílio Brunini atribuiu a derrota às disputas internas pela Mesa Diretora e afirma que a decisão prejudica principalmente a população cuiabana.

Redação Agora Pronto News(há 18h)
Câmara rejeita Lei de Diretrizes Orçamentárias; Abílio culpa disputa política

Os vereadores de Cuiabá votaram contra a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 durante sessão realizada na Câmara Municipal. O resultado foi 12 votos favoráveis e oito contrários, insuficiente para atingir a maioria absoluta de 14 votos necessária para aprovação do projeto.

O documento apresentado pela Prefeitura previa uma arrecadação total de R$ 5,07 bilhões para o próximo ano, representando crescimento de 3,1% comparado à receita estimada para 2024, que chegaria a R$ 4,92 bilhões. Além dos números, a LDO estabelecia metas e prioridades para a administração pública, servindo como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

O prefeito Abílio Brunini (PL) expressou sua frustração com o resultado, argumentando que cumpriu adequadamente sua responsabilidade constitucional ao encaminhar o projeto à Casa Legislativa. Segundo o gestor, sua obrigação termina no envio do documento, não incluindo negociações de cargos ou concessões políticas para garantir apoio. "É meu dever mandar para a Câmara Municipal, mas não é meu dever negociar com os vereadores para aprovar," declarou.

Brunini atribuiu a rejeição às tensões relacionadas à disputa pela Mesa Diretora da instituição, afirmando que os parlamentares estariam votando "contra o bom senso" devido à polarização política interna. O prefeito também apontou que os vereadores possuíam alternativas legítimas, como apresentar emendas, modificações ou substituições no projeto durante o prazo estabelecido.

Quanto aos impactos práticos, o gestor ressaltou que a falta de aprovação prejudica principalmente o funcionamento de áreas estratégicas como saúde, autismo, saúde da mulher e atenção ao idoso, que não terão diretrizes adequadas para o próximo exercício. Apesar disso, esclareceu que a rejeição não paralisa completamente a execução financeira municipal.

O prefeito reconheceu que a falta de apoio na Câmara dificulta a condução de sua gestão, porém mantém que o maior prejudicado é o município e seus cidadãos. Para Brunini, a votação representa um "grande erro do Legislativo", já que os vereadores optaram por deixar Cuiabá sem diretrizes orçamentárias definidas.

Comentários

Deixe seu comentário

0/1000

Seu comentário será publicado após aprovação editorial.

Leia também