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Prefeito de Cuiabá rebate acusações sobre gestão de recursos

O prefeito Abilio Brunini respondeu ironicamente às acusações do ex-secretário de Educação Amauri Monge sobre irregularidades fiscais na pasta. A administração municipal defende a legalidade dos remanejamentos orçamentários e investiga possíveis fraudes em compras de materiais didáticos.

Redação Agora Pronto News(05/06/2026)
Prefeito de Cuiabá rebate acusações sobre gestão de recursos

O chefe do Executivo de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), utilizou tom irônico para se defender das críticas levantadas pelo ex-gestor da Secretaria de Educação, Amauri Monge, acerca de supostas irregularidades na execução orçamentária municipal durante este ano.

Monge deixou o cargo no início de abril e posteriormente questionou transferências de valores da pasta de Educação para outros setores, alegando ter recebido solicitação do próprio prefeito. Brunini refutou as acusações apontando, em contrapartida, possíveis impropriedades nas aquisições de materiais pedagógicos realizadas sob a gestão anterior, cujos valores somavam aproximadamente R$ 80 milhões.

Ao comentar sobre os termos utilizados pela oposição, o prefeito enfatizou que os procedimentos adotados seguem rigorosamente a legislação orçamentária vigente. Explicou que valores remanescentes, quando não executados no exercício fiscal corrente, podem ser regularmente inscritos como "restos a pagar" para o ano subsequente, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual.

Brunini brincou com a terminologia usada pelos críticos, fazendo referência a atividades de cicloturismo promovidas pela Secretaria de Mobilidade Urbana. Também comentou descontraidamente sobre memes criados na internet que o retratavam andando de bicicleta, aproveitando para fazer críticas ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro.

A administração municipal estabeleceu investigação oficial para examinar procedimentos adotados pela Secretaria de Educação, particularmente contratos celebrados para aquisição de materiais didáticos com valores potencialmente incompatíveis com as tabelas praticadas no mercado. Este processo investigativo foi iniciado em janeiro de 2026 e envolve a Controladoria Geral, setores de auditoria e órgãos de controle federais e estaduais.

Entre as irregularidades apontadas constam livros com preços unitários chegando a R$ 800 e materiais potencialmente desenvolvidos mediante uso de inteligência artificial. A prefeitura avaliou que as ações investigativas evitaram gastos públicos desnecessários estimados em aproximadamente R$ 70 milhões.

Para o período que se estende de 2025 para 2026, registram-se R$ 36 milhões em inscrições de restos a pagar específicas da área educacional, conforme dados divulgados pela administração municipal.

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