A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), descartou qualquer prejuízo eleitoral decorrente do apoio que recebeu para a reeleição do presidente Lula. A declaração vem em momento estratégico para sua campanha ao Palácio Paiaguás, considerando o perfil político tradicional da população estadual.
Em diálogo com a imprensa, Natasha expressou gratidão pela apoio da Federação Brasil da Esperança, coligação formada por PT, PV e PCdoB. "Me sinto muito honrada com esse apoio e não acredito que esse tipo de coisa vá prejudicar", afirmou a pré-candidata.
A médica reconheceu o caráter conservador do eleitorado mato-grossense, porém ressaltou a importância de distinguir entre posicionamentos conservadores e posturas extremistas. Slhessarenko enfatizou seus próprios valores cristãos e católicos, mantendo crítica contundente ao extremismo político. "A gente tem um Estado conservador, eu tenho algumas posturas também conservadoras, sou uma cristã, sou uma católica fervorosa, mas a gente precisa definir e diferenciar o Estado conservador do extremismo", pontuou.
Para a pré-candidata, o critério determinante nas eleições deve ser o programa de governo e a capacidade de solucionar problemas concretos. Ella questionou a prevalência de discussões ideológicas sobre questões práticas: "Quando a gente fala direita e esquerda, a gente tem que focar naquilo que interessa. Quem é que vai resolver o problema daquela população? Quem é que vai diminuir essas filas enormes que tem aí para exames, para consultas?".
Natasha apontou que Mato Grosso apresenta indicadores econômicos relevantes em nível nacional, contrastando com desafios sociais significativos, particularmente na área da saúde pública. A candidata identificou mudança no comportamento eleitoral desde o pleito de 2022, observando menor polarização política e maior disposição dos eleitores para ouvir propostas concretas.
Segundo sua avaliação, a população está menos polarizada e mais atenta àqueles que apresentam soluções viáveis. "Eu sinto um arrefecimento disso. Hoje as pessoas escutam mais. O cidadão precisa entender quem é que vai resolver o problema dele, quem é que vai cuidar de gente", finalizou Natasha, reforçando sua estratégia de campanha focada em propostas práticas.




