A médica Natasha Slhessarenko, pré-candidata ao Palácio Paiaguás pela coligação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB), confirmou que busca um parceiro para vice-governador com raízes fortes no setor agrícola e no interior mato-grossense. Segundo suas declarações, o perfil ideal seria um homem ligado ao agronegócio, provavelmente da região de Sinop.
Em entrevista concedida na última sexta-feira, Natasha manteve sigilo sobre nomes específicos, mas foi clara quanto às características desejadas para complementar sua candidatura. "O perfil a gente tem, mas estamos entre alguns nomes. Deve ser um homem do agronegócio e do interior", afirmou à imprensa regional.
A região em questão, liderada por Sorriso, constitui o maior polo produtor de soja do estado e do país. O agronegócio permanece como o principal motor econômico mato-grossense, justificando a prioridade da candidata em aliar-se a um representante deste segmento.
Fontes próximas ao grupo político de Natasha confirmaram que a estratégia busca reforçar laços com a região Norte, destacando a importância do setor agrícola nas alianças eleitorais de 2024. A escolha segue uma tendência observada entre demais candidatos ao governo e senado, independentemente da filiação partidária.
Diversos pré-candidatos demonstram a relevância econômica do agronegócio em suas composições de chapa. O governador Otaviano Pivetta possui negócios significativos no setor. O ex-governador Mauro Mendes integrou empresários agrícolas como primeiro suplente em sua candidatura ao senado. O senador Carlos Fávaro, apoiado por Natasha, possui trajetória direta no agronegócio, assim como seu primeiro suplente, Alexandre Schenkel, ex-presidente da Abrapa.
Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil e da seção mato-grossense, também disputa voto dos eleitores como pré-candidato ao senado, reafirmando a força política do segmento. Indicações sugerem que a deputada Janaína Riva também contará com representante do agronegócio entre seus suplentes, possivelmente da região de Sinop.
A decisão de Natasha de priorizar um vice do setor agrícola reflete a realidade política e econômica mato-grossense, onde o agronegócio transcende divisões ideológicas e partidárias, consolidando-se como elemento central nas estratégias eleitorais para os pleitos deste ano.




