Uma semana marcada por transformações administrativas e tragédias no trânsito movimentou Cuiabá e região. Na esfera governamental, o prefeito Abilio Brunini confirmou ajustes em sua equipe, enquanto acidentes graves tiveram grande repercussão entre os moradores.
A gestão municipal confirmou a permanência de Reginaldo Teixeira à frente da Secretaria de Educação. Porém, a grande novidade foi o anúncio de que a Secretaria de Obras receberá novo comandante nos próximos dias. De acordo com declarações do prefeito, a pessoa que ocupava a pasta não poderia mais acumular responsabilidades em duas secretarias simultaneamente, necessitando deixar a coordenação de obras públicas.
No tocante aos acidentes de trânsito, o destaque negativo ficou por conta do ocorrido no Viaduto do Industriário, na BR-364, onde duas carretas despencaram após colisão lateral entre veículos. O episódio gerou congestionamento significativo no local e resultou na prisão de um motorista detectado dirigindo sob influência de bebidas alcoólicas.
Outros incidentes graves também marcaram o período. Na MT-010, em Rosário Oeste, um acidente fatal ceifou a vida de quatro pessoas. Já no Centro Histórico de Cuiabá, foi registrado um homicídio dentro de imóvel abandonado, reafirmando a vulnerabilidade do local, onde outras duas mortes ocorreram anteriormente.
Na esfera judiciária, a semana também apresentou desdobramentos significativos. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso aceitou denúncia do Ministério Público contra o advogado Fábio Helene Lessa, tornando-o réu por desacato e desobediência. Os crimes estariam relacionados à recusa em passar pelo detector de metais instalado na entrada do tribunal, em duas ocasiões distintas durante abril do ano anterior. Fábio é filho do ex-desembargador Paulo Inácio Lessa, falecido em junho de 2024.
A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal, e divulgada nesta semana. O advogado manifestou não se lembrar dos fatos descritos e recusou a proposta de acordo de não persecução penal oferecida pelo Ministério Público, discordando das acusações.
Adicionalmente, o Tribunal de Justiça institui Comissão de Aferição de Capacidade para avaliar as condições físicas, mentais e administrativas dos titulares de cartórios do estado, alinhando-se às diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça.




