O presidente Luiz Inácio Lula manifestou seu posicionamento sobre a autonomia da Polícia Federal nesta quinta-feira (18), enfatizando que a instituição deve atuar livremente na investigação de possíveis irregularidades, independentemente da posição política ou cargo de quem esteja envolvido. A declaração ganhou relevância após a deflagração da nona etapa da Operação Compliance Zero, que coloca o senador Jaques Wagner, atualmente responsável pela liderança governamental no Senado Federal, sob investigação.
A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, foi lançada para esclarecer um presumido esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras conectados ao extinto Banco Master. Durante as buscas realizadas em diferentes locais, os policiais federais apreenderam US$ 49 mil em espécie, cifra que corresponde aproximadamente a R$ 253 mil pela cotação atual, além de relógios encontrados em hospedagem brasiliense vinculada ao senador Wagner.
De acordo com orientações dos assessores presidenciais, não existem definições consolidadas no momento sobre uma possível alteração na chefia da representação governamental no Senado. O gabinete parlamentar de Wagner no Senado foi mantido fora do escopo da decisão judicial que autorizou as diligências.
A bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado divulgou comunicado público manifestando respaldo ao senador investigado, reafirmando confiança em sua trajetória profissional. No texto, os senadores expressam certeza de que Wagner oferecerá explicações adequadas e comprovará a correção de suas ações durante as apurações. O documento também reitera o apoio às investigações sobre o Banco Master, ao mesmo tempo em que enfatiza o respeito aos direitos processuais, incluindo presunção de inocência e direito de defesa.
O presidente da Casa do Senado, Davi Alcolumbre, também posicionou-se publicamente em defesa de Wagner, reconhecendo que todos estão sujeitos a investigações, mas ressaltando a importância fundamental de garantir o direito à presunção de inocência durante o processo investigativo.




