Novo levantamento divulgado pela Genial/Quaest aponta crescimento da liderança do presidente Lula em cenários eleitorais. A pesquisa, realizada no mês de julho, indica que o petista atingiria 45% dos votos em uma disputa direta contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que somaria 37%. A diferença de oito pontos coloca o incumbente em posição confortável para uma possível eleição.
Segundo a sondagem, 14% dos eleitores responderam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam, enquanto 4% ainda estão indecisos. O resultado representa avanço em relação aos números de junho, quando Lula tinha 44% e seu potencial adversário 38%, uma margem de seis pontos.
A trajetória das pesquisas mostra movimento favorável ao presidente. Em maio, quando o levantamento anterior foi realizado, a disputa apresentava 42% para Lula contra 41% para o senador, configurando um empate técnico dentro da margem de erro estatística.
A metodologia utilizada envolveu entrevistas presenciais com 2.004 eleitores a partir dos 16 anos, realizadas entre 10 e 13 de julho. O grau de confiança das projeções é de 95%, com margem máxima de erro estimada em aproximadamente 2 pontos percentuais para mais ou menos. O estudo recebeu o código de registro BR-07181/2026.
Um aspecto relevante diz respeito aos índices de rejeição. Lula apresenta queda neste indicador, chegando a 50%, enquanto Flávio registra alta na rejeição, atingindo 57%. Entre outros nomes mencionados, os índices de rejeição variam entre 8% e 34%, com Ronaldo Caiado (PSD) apresentando 34%, Romeu Zema (Novo) com 31%, e Cabo Daciolo (Mobiliza) com 27%.
Os números foram levantados em contexto de tensão dentro do grupo bolsonarista. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou vídeo contendo críticas ao senador, gerando repercussão política. Em resposta, Flávio apresentou carta de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a iniciativa foi alvo de restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes do STF.
Quanto à percepção pública dos recentes eventos, 49% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento dos vídeos publicados por Michelle, enquanto 51% disseram desconhecer. Sobre a apropriação da ex-primeira-dama na campanha de Flávio, 38% entendem que aumentaria as chances de vitória do senador, ao passo que 47% discordam dessa avaliação.




