O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, divulgou que o Governo de Mato Grosso já desembolsou R$ 206 milhões em recursos financeiros para a realização das obras de implantação do Sistema BRT nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi compartilhada com objetivo de esclarecer dúvidas sobre os gastos do Estado no projeto.
De acordo com o titular da Sinfra, o montante total já contratado para toda a infraestrutura, construção de estações e terminais soma R$ 533 milhões. Oliveira ressaltou que esse valor mostra-se inferior aos recursos obtidos pela administração estadual por meio da venda de vagões e equipamentos do VLT, que totalizaram R$ 915 milhões.
O secretário explicou que o primeiro contrato celebrado com o Consórcio Construtor BRT, no valor de R$ 468 milhões, foi rescindido devido ao inadimplemento das obrigações contratuais pelas empresas envolvidas. Nessa etapa, o Estado desembolsou R$ 130 milhões, incluindo correções relativas a reajustes inflacionários. Esses recursos foram aplicados na infraestrutura das Avenidas da FEB e João Ponce de Arruda em Várzea Grande, além de trechos da Avenida do CPA em Cuiabá.
Após a rescisão, Oliveira optou por fragmentar as contratações remanescentes em diversos lotes independentes, estratégia adotada para incrementar a velocidade de execução das obras. Todas as licitações abriram espaço para participação de empresas interessadas, permitindo competição efetiva entre os proponentes.
A segunda licitação, atualmente em desenvolvimento, visa concluir a infraestrutura nas Avenidas do CPA e Prainha, além do eixo entre o Aeroporto de Várzea Grande e o novo Terminal da municipalidade. Esse contrato foi orçado em R$ 155 milhões, sendo já realizados pagamentos de R$ 76 milhões.
Uma terceira licitação foi destinada especificamente à construção das estações, orçada em R$ 120 milhões. O secretário informou que inicialmente uma proposta foi recebida por R$ 68 milhões, porém rejeitada por inadequações na documentação técnica e financeira apresentada. Como resultado dessa análise, o projeto foi expandido, incorporando mudanças no tipo de piso, instalação de portas automáticas, vidros com maior índice de rejeição térmica e climatização das estações, justificando o novo valor.
Ainda conforme Oliveira, uma quarta licitação foi realizada para a contratação de empresa responsável pela construção dos terminais, cujas obras ainda não tiveram início.




