O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atacou frontalmente o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (13). A crítica veio após a suspensão de suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a abertura de investigação sobre possível propaganda eleitoral antecipada.
Em sessão ao vivo transmitida pelas redes sociais, Flávio descreveu a decisão como "desproporcional, desarrazoada e infundada". Segundo o senador, a medida visa deixar seu pai "incomunicável" e representa uma tentativa clara de interferência no processo eleitoral brasileiro. Ele questionou especialmente o timing da ação, ocorrendo poucos dias antes das convenções que confirmariam sua candidatura presidencial.
O parlamentar denunciou que a proibição de visitas permanecerá vigente mesmo após o primeiro turno das eleições, o que, em sua avaliação, comprova as intenções políticas por trás da decisão. Flávio também reafirmou atuar como advogado de seu pai e informou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve se pronunciar sobre o caso.
Em seu discurso, Flávio estabeleceu uma comparação com o tratamento recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua prisão entre 2018 e 2019. De acordo com o senador, Lula manteve comunicação política quando cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, escrevendo 22 cartas e concedendo entrevistas. Contrastando, afirmou que o ex-presidente Bolsonaro tem solicitações de entrevistas que não são despachadas pelo ministro Moraes.
O senador reiterou a inocência de seu pai e criticou a diferença de critério aplicada pelo STF. "O presidente Bolsonaro está pagando por um crime que não cometeu", afirmou, denunciando o que chamou de "métodos da esquerda".
Flávio também fez um apelo direto ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedindo que intervenha na atuação da Corte e restabeleça "a ordem na Suprema Corte". Argumentou que a insegurança jurídica resultante prejudica o ambiente de negócios e afasta investidores do país.
A declaração de Flávio se insere em um contexto de tensão contínua entre o ex-presidente Bolsonaro e o sistema de justiça brasileiro, particularmente com o ministro Moraes, que conduz diversas investigações relacionadas ao ex-mandatário.




