Gilberto Figueiredo, que por aproximadamente sete anos esteve à frente da pasta de Saúde do Estado e agora se apresenta como pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, realizou uma avaliação crítica tanto da atual administração federal quanto do período anterior presidencial.
De acordo com o ex-gestor, a administração passada foi caracterizada pelo negacionismo durante a crise sanitária provocada pelo coronavírus. Figueiredo destacou as dificuldades enfrentadas por profissionais que atuavam na primeira linha de combate à pandemia enquanto enfrentavam posicionamentos contrários às medidas de proteção.
Quanto ao governo atual, Figueiredo argumenta que Mato Grosso enfrenta esvaziamento de recursos federais, supostamente motivado por divergências políticas. Ele menciona que a construção de seis novas unidades hospitalares no Estado é financiada integralmente pelos cofres estaduais, sem contribuição de repasses federais.
O único exemplo de parceria federal citado refere-se ao Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá, que representa um investimento aproximado de R$ 220 milhões, mas onde o Estado arca com metade do valor. Para Figueiredo, essa situação evidencia o desprivilégio de Mato Grosso nos repasses do Ministério da Saúde.
O ex-secretário ressalta sua preocupação com a separação entre questões político-partidárias e as necessidades reais da população mato-grossense. Ele expressa esperança por mudanças significativas que permitam maior atenção federal aos desafios de saúde pública estaduais.
No contexto político, Figueiredo sinaliza que o Republicanos deve alinhar-se com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro para a presidência da República, representando a posição política de direita. Ele reafirma seu compromisso em seguir as decisões partidárias conforme forem definidas.




