O deputado estadual Faissal Calil (PL) saiu em defesa nesta quarta-feira (10) após repercussão negativa gerada por um vídeo publicado em suas redes sociais. Ele nega que o conteúdo, que o mostra andando de bicicleta, tenha sido uma provocação direcionada à Polícia Federal.
Na gravação questionada, Calil aparece perguntando a um acompanhante qual hora marca seu relógio, enquanto ri da situação. A frase 'Que horas são no meu Rolex?' ganhou destaque justamente porque a corporação federal apreendeu um relógio de luxo dessa marca em sua residência durante a Operação Gemini.
Em resposta às críticas, o deputado afirmou categoricamente não possuir um Rolex e ressaltou seu respeito pelas instituições públicas. 'Quem sou eu para debochar de uma instituição tão importante? Minha indignação é com o procedimento adotado, não com a instituição', explicou o parlamentar, rejeitando interpretações de que estaria ridicularizando os trabalhos da Polícia Federal.
A Operação Gemini, que tem como foco investigar possível venda de sentenças no Judiciário mato-grossense e possíveis práticas de lavagem de dinheiro, cumpriu mandados em diversas residências. Entre os itens localizados durante a operação estão um fuzil, uma pistola e canetas de luxo, além do mencionado relógio encontrado na casa do deputado.
O episódio reaviva questionamentos sobre como personalidades públicas reagem a investigações envolvendo suas propriedades e bens, especialmente quando há suspeitas de enriquecimento ilícito. A defesa do parlamentar busca desfazer interpretações que o ligassem a uma postura desrespeitosa com autoridades federais.




