O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, saiu em defesa do empréstimo de R$ 1,5 bilhão solicitado pelo Governo de Mato Grosso à Assembleia Legislativa. Em entrevista à rádio CBN Cuiabá, o gestor público criticou as manifestações contrárias ao projeto, argumentando que surgem de pessoas sem conhecimento aprofundado sobre a realidade da administração estadual.
Carvalho ressaltou que a equipe do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) analisou minuciosamente a proposta antes de encaminhá-la aos deputados. "Pode ter certeza que Pivetta e equipe tomou a decisão de pedir o empréstimo com muita responsabilidade. Ninguém vai querer colocar seu CPF em coisas que podem dar problema no futuro", afirmou o secretário durante a entrevista.
O financiamento será contratado junto à Caixa Econômica Federal, caso receba aprovação da Assembleia Legislativa. Os recursos serão direcionados para obras de infraestrutura, expansão do setor de saúde e para subsidiar a construção de até 60 mil habitações populares distribuídas pelo estado. Segundo a Casa Civil, essa iniciativa não afetará o equilíbrio das contas públicas mato-grossenses.
A proposta enfrenta resistência de alguns políticos influentes. O senador Wellington Fagundes (PL), que é pré-candidato ao Governo do Estado, criticou publicamente a medida, classificando-a como inadequada. Apesar disso, Carvalho demonstra confiança na aprovação legislativa.
O secretário enfatizou que o objetivo central do empréstimo é atender a população mais vulnerável do estado. "O único objetivo desse empréstimo de R$ 1,5 bilhão é atender a população que mais precisa em Mato Grosso", declarou. Ele questionou a possibilidade de deputados votarem contra investimentos em moradia popular e infraestrutura.
A análise da proposta na Assembleia Legislativa deve ser concluída até 3 de julho, em cumprimento às restrições impostas pela Justiça Eleitoral durante o período pré-eleitoral. Carvalho manifestou otimismo quanto à aprovação, argumentando que o investimento é essencial para manter o desenvolvimento acelerado de Mato Grosso sem comprometer outros serviços essenciais que o estado precisa oferecer à população.




