O PT ajuizou uma representação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (30), solicitando ao MPF que abra investigação sobre possíveis delitos. Os pedidos incluem apuração de corrupção passiva, crimes contra a soberania nacional e violação de sigilo funcional.
A ação do partido tem origem em uma correspondência enviada por Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, ao parlamentar do PL. Na missiva datada de 23 de junho, Rubio agradece Flávio por disponibilizar uma equipe de transição para cooperação com o governo americano, caso vença a eleição presidencial de 2026.
Segundo o PT, o conteúdo da carta evidencia que Flávio teria mantido negociações diretas com autoridades estrangeiras, oferecendo acesso a informações estratégicas e sigilosas do Estado brasileiro em troca de apoio eleitoral internacional. Essa conduta, afirma o partido, caracterizaria violação da soberania nacional.
A representação destaca que membros de equipes de transição presidencial possuem acesso privilegiado a dados sensíveis e informações classificadas como confidenciais pela administração federal. O PT argumenta que essas informações não poderiam ser objeto de negociação com potências estrangeiras, independentemente de motivações eleitorais.
A ação protocolada requer que a PGR requisite o inteiro conteúdo da correspondência de Rubio, documentos relacionados e registros de demais comunicações entre o senador e autoridades internacionais. Também solicita investigação sobre eventual acesso de Flávio a informações sigilosas e possível compartilhamento desse material com governos estrangeiros.
O partido ainda solicita abertura de inquérito policial formal para aprofundar as investigações. Segundo o PT, Flávio teria demonstrado interesse reiterado em obter auxílio de representantes e governos estrangeiros em sua campanha presidencial.
No início de junho, Flávio enviou correspondência a Rubio solicitando que os EUA reconsiderassem decisão de imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O secretário de Estado americano respondeu mantendo a posição sobre o tarifaço e incluindo agradecimentos pelas atividades cumpridas pelo senador durante visita a Washington no final de maio.




