A delegação mato-grossense no Congresso Nacional destinou significativo volume de recursos públicos nos últimos anos. Entre 2023 e 2027, os 13 deputados federais que atuaram nessa legislatura acumularam despesas na casa de R$ 28,8 milhões, considerando cotas parlamentares e subsídios do mandato.
Para dimensionar esse investimento, a quantia poderia viabilizar a construção de mais de 1.100 habitações populares no estado, levando em conta o valor de R$ 25 mil por unidade estabelecido pelo projeto de lei do governo estadual que solicita financiamento para 60 mil moradias.
O deputado José Medeiros, do PL, registra a maior despesa individual, totalizando R$ 1,8 milhão em cota parlamentar. Na sequência aparecem Coronel Fernanda (R$ 1,7 milhão) e Coronel Assis (R$ 1,6 milhão), ambos também filiados ao PL.
A Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, conhecida como CEAP, engloba os custos operacionais do mandato, abrangendo deslocamentos aéreos, serviços de telefonia, hospedagem, manutenção de escritório, divulgação de atividades, combustível e outros despachosrelacionados ao exercício legislativo. A bancada mato-grossense contabiliza R$ 13,3 milhões em cotas, cifra que sobe para R$ 28,8 milhões quando incluídos os subsídios.
Entre os oito deputados eleitos em 2022, seis permanecem em atividade legislativa. Fábio Garcia retornou este ano após período como secretário-chefe da Casa Civil, período em que sua suplente Gisela Simona o substituiu com gastos de R$ 1,1 milhão. Nelson Barbudo iniciou sua atuação em 2024, após o falecimento de Amália Barros, acumulando despesas similares.
Abilio Brunini exerceu a função por dois anos antes de eleger-se prefeito de Cuiabá, sendo substituído por Rodrigo da Zaeli, cujas despesas não ultrapassaram R$ 800 mil. Flavinha e Juliana Kolankiewicz tiveram breves passagens pela função, ambas do MDB.
Quanto aos rumos políticos, sete dos oito membros da bancada atual disputarão reeleição, com exceção de José Medeiros, que busca uma das cadeiras no Senado Federal. Apenas Fábio Garcia, Coronel Fernanda e José Medeiros mantiveram-se na mesma legenda desde a eleição, sendo os demais responsáveis por trocas partidárias durante a legislatura.




