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PEC do Trabalho Flexível pode aumentar empregos formais em MT

Proposta do senador Rogério Marinho permite acordos entre empregados e empregadores para jornadas reduzidas mantendo o limite de 44 horas semanais. Economistas destacam que a medida pode reduzir a informalidade e criar oportunidades de formalização no mercado de trabalho brasileiro.

Redação Agora Pronto News(12/06/2026)
PEC do Trabalho Flexível pode aumentar empregos formais em MT

Em andamento na discussão sobre modelos de trabalho mais flexíveis, a PEC do Trabalho Flexível emerge como uma alternativa que poderia transformar o cenário do emprego formal no Brasil. A proposta, defendida pelo senador Rogério Marinho, mantém a jornada máxima de 44 horas semanais, mas introduz a possibilidade de negociações diretas entre empresas e colaboradores para reduzir essa carga horária.

Segundo a proposta, quando acordadas jornadas menores, a remuneração seria ajustada proporcionalmente ao salário mínimo ou piso da categoria profissional. Demais benefícios como FGTS, férias e décimo terceiro seguiriam o mesmo cálculo proporcional, garantindo proteção ao trabalhador mesmo com carga horária reduzida.

Especialistas em economia enxergam na iniciativa uma solução para a informalidade que marca o mercado de trabalho nacional. Para Renan Silva, economista do Ibmec Brasília, a rigidez das regras atuais afasta justamente aqueles que poderiam estar formalizados. "Atividades intermitentes, sazonais e ligadas à economia digital encontram dificuldades sob o modelo atual. A PEC abre portas para que milhões de trabalhadores informais migrem para a formalidade com segurança jurídica e direitos proporcionais", explica.

A medida também ofereceria vantagens para as empresas, reduzindo insegurança legal e passivos trabalhistas. Muitos negócios recorrem à contratação informal porque a legislação não permite contratos adequados para períodos com demanda variável. Com mais flexibilidade, seria possível registrar formalmente trabalhadores conforme a necessidade real.

Willian Baghdassarian, também economista do Ibmec Brasília, aponta benefícios específicos para diferentes públicos. "Mães solo, por exemplo, poderiam adequar horários ao calendário escolar dos filhos. Pequenos negócios poderiam contratar para horas específicas sem custos adicionais com ociosidade", destaca.

Para os colaboradores, a flexibilização permitiria combinar múltiplos contratos, ampliando a renda familiar. Empresas, por sua vez, obteriam redução de custos com períodos improdutivos, melhor previsibilidade financeira e capacidade aumentada de adaptar-se a flutuações econômicas.

Na visão dos analistas, a PEC representa uma relação de benefício mútuo. Enquanto o trabalhador ganha autonomia e proteção legal, a empresa reduz insegurança jurídica e consegue maior flexibilidade operacional. Essa combinação poderia ser o catalisador para reduzir significativamente os números de informalidade no país.

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