Nos primeiros sete meses de 2026, Mato Grosso ampliou significativamente as exportações de carne bovina, alcançando 457,1 mil toneladas, um crescimento de 29,6% comparado ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão expressiva refletiu em uma receita de R$ 14,5 bilhões, valor 51,2% maior, conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
O volume embarcado pelos frigoríficos aumentou em 104,4 mil toneladas, enquanto a receita teve um salto de aproximadamente R$ 4,9 bilhões. Isso indica que, além da maior quantidade exportada, o preço médio por tonelada subiu cerca de 17% em relação a 2025, elevando o valor médio da carne enviada para o exterior.
Apesar desse avanço, o preço pago pela arroba do boi gordo no mercado interno não sofreu aumento automático, pois é influenciado por fatores como disponibilidade de animais, escalas dos frigoríficos e condições do mercado nacional. Um cenário positivo na demanda externa, porém, tende a fomentar a demanda por matéria-prima e contribuir para a sustentabilidade da pecuária local.
O crescimento das exportações também foi impulsionado por mercados emergentes para a carne de Mato Grosso. Um destaque foi a Espanha, que em julho importou 1,4 mil toneladas, um crescimento de 172% frente a junho (549,7 toneladas). No total do ano, a Espanha adquiriu 5,1 mil toneladas, alta de 10,2%, reforçando a presença da carne no rigoroso mercado europeu que exige sanidade e rastreabilidade rigorosas.
Os Estados Unidos também ampliaram sua demanda, com exportações aumentando 66,6% de junho a julho, passando de 3,1 mil para 5,3 mil toneladas. No acumulado do ano, as vendas ao país somaram 36,8 mil toneladas, quase 70% acima dos primeiros sete meses de 2025. Esse crescimento é relevante diante da necessidade temporária americana de elevar a oferta para sua indústria de carne moída, já que a oferta local de animais está reduzida.
No Chile, as exportações subiram 37,4% entre junho e julho (de 4,9 mil para 6,8 mil toneladas), totalizando 30,8 mil toneladas no ano, um forte incremento de 76%. O avanço simultâneo em diferentes mercados, como Europa, América Latina e EUA, contribui para diversificar os clientes e permite aos frigoríficos melhor distribuir cortes conforme os padrões de consumo variados, otimizando o aproveitamento da carcaça e potencializando os ganhos na cadeia produtiva.




