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Bezerro fica mais caro e piora relação de troca para pecuaristas em MT

A compra de bezerros está mais onerosa, exigindo quase 10 arrobas de boi gordo, a pior relação desde 2021. Essa alta pressiona a rentabilidade dos pecuaristas que dependem da reposição no mercado de Mato Grosso do Sul.

Redação Agora Pronto News(há 1h)
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Bezerro fica mais caro e piora relação de troca para pecuaristas em MT

Em setembro, o custo para adquirir um bezerro equivaleu a 9,7 arrobas de boi gordo, a pior taxa de troca verificada desde outubro de 2021, segundo estudo divulgado pelo Cepea/Esalq-USP. Essa situação dificulta a reposição de animais para os pecuaristas que dedicam-se à engorda.

A análise considerou o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo, fixado em R$ 350,30, e o valor de mercado do bezerro nelore entre oito e 12 meses em Mato Grosso do Sul, cotado a R$ 3.399,04 por cabeça até 22 de setembro. Ambos os mercados mostraram valorização no último ano, porém o preço do bezerro cresceu 13,6%, enquanto o do boi gordo aumentou 11,3% em termos reais, corrigidos pelo IGP-DI de agosto.

Essa discrepância elevou o custo da reposição, apesar da recuperação dos preços da arroba. Em setembro de 2023, a compra demandava 9,51 arrobas, e em 2024 eram 8,21 arrobas necessárias. A média de 2026, porém, atinge o patamar de 9,62 arrobas, acima da média histórica de 7,90 desde 2000.

Essa relação demonstra quanto da receita das vendas do gado engordado é comprometida para comprar animais jovens. Quanto maior essa quantidade de arrobas, menor será o montante reservado para custos como alimentação, saúde, mão de obra e logística.

Pecuaristas que não produzem seus próprios bezerros enfrentam maior pressão, já que dependem do mercado para renovação dos lotes. A compra representa uma das maiores despesas e impacta diretamente na margem de lucro meses antes da venda do boi finalizado.

Desde janeiro, o preço da arroba paulista subiu 7,2% em termos reais, enquanto o valor do bezerro sul-mato-grossense cresceu 8,3%. A oferta restrita de bovinos prontos para abate sustentou o boi gordo, e a demanda por reposição limitada impulsionou a valorização dos bezerros.

Essa valorização beneficia criadores que vendem animais jovens, mas eleva o capital necessário para recriadores e terminadores que precisam recompor o rebanho. A rentabilidade dependerá do ganho de peso, dos custos com alimentação e do preço final do boi gordo.

Com a reposição no maior custo em quase cinco anos, o aumento da arroba por si só não garante margem positiva. A eficiência na engorda e o timing das compras e vendas ganham importância para assegurar resultados satisfatórios.

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