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Cosan vende terras em MT por R$ 1,8 bi

A Cosan concluiu negociação de terras em Mato Grosso com participação da SLC Agrícola, Grupo Bom Futuro e produtor rural Alexandre Jacques Bottan. A operação envolve 41,2 mil hectares e faz parte do plano de redução de dívida da holding, que chega a R$ 11,5 bilhões. Após disputa entre arrendatários pelos direitos de preferência, SLC Agrícola adquiriu 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões.

Redação Agora Pronto News(22/07/2026)
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Cosan vende terras em MT por R$ 1,8 bi

Uma das maiores transações fundiárias do Brasil chegou a um acordo que dividiu os ativos em disputa entre dois potentes grupos do agronegócio. A Cosan, holding pertencente ao empresário Rubens Ometto, finalizou negociação com a SLC Agrícola, Grupo Bom Futuro e o produtor rural Alexandre Jacques Bottan para alienação de propriedades rurais no estado de Mato Grosso.

O negócio totaliza R$ 1,8 bilhão e abrange aproximadamente 41,2 mil hectares de terras, sendo cerca de 28 mil hectares com potencial agrícola. A Cosan receberá R$ 586 milhões pela sua participação indireta nas propriedades, conforme divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em comunicado oficial.

Esta transação representa parte estratégica do programa de desinvestimentos da Cosan, voltado para reduzir seu endividamento atualmente estimado em R$ 11,5 bilhões. As terras colocadas à venda correspondem a 12% do portfólio total de propriedades da Radar, subsidiary responsável pelo segmento de terras da holding.

A conclusão da operação está condicionada ao cumprimento de exigências contratuais padrão e deverá ser finalizada até 30 de outubro de 2026. A empresa afirmou que manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre o progresso da transação conforme as normas regulatórias vigentes.

O caminho até o acordo, porém, foi marcado por tensão entre os arrendatários interessados nas mesmas propriedades. A SLC Agrícola, empresa da família Logemann, já operava em arrendamento 17,6 mil hectares da área pertencente à Radar quando foi surpreendida por anúncio inicial de que a totalidade do bloco de 41,2 mil hectares seria transferida para o Grupo Bom Futuro pela quantia de R$ 1,8 bilhão.

Ambas as companhias possuíam contratos de arrendamento que lhes garantiam direito de preferência na compra das terras que ocupavam. Quando o acordo com Bom Futuro foi anunciado em junho, tanto SLC quanto o Grupo Bom Futuro comunicaram simultaneamente que exerceriam suas respectivas prerrogativas contratuais para adquirir a totalidade do bloco.

O conflito resultou em negociações intensivas entre as partes, que chegaram a uma solução equilibrada de divisão do ativo. A SLC Agrícola conquistou 8,9 mil hectares de terras agricultáveis pelo valor de R$ 669 milhões, com pagamento estruturado em duas parcelas. Desta forma, ambas as empresas obtiveram participação significativa na transação, eliminando a disputa que ameaçava prolongar o processo.

A Cosan não detalhou publicamente quanto cada uma das demais empresas envolvidas (Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan) adquiriu, nem os valores específicos de cada transação no acordo final. Espera-se que maiores informações sejam divulgadas conforme o processo avança em direção à finalização prevista para o último trimestre de 2026.

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