O desempenho comercial do Brasil em 2025 segue fortemente amparado pelas exportações do setor agropecuário, consolidando a posição do país como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o superávit comercial acumulado chegou a aproximadamente R$ 270,87 bilhões, representando um crescimento expressivo de 29,2% comparado ao mesmo período do ano anterior.
Na segunda semana de agosto, as vendas externas da agropecuária somaram cerca de R$ 18,15 bilhões, evidenciando um crescimento de 10,4% quando comparadas à média diária do mesmo mês em 2024. Este resultado reforça a capacidade do setor em manter níveis elevados de exportação mesmo diante de flutuações sazonais e desafios externos.
O volume total de exportações brasileiras até este período atingiu R$ 83,69 bilhões, enquanto as importações ficaram em R$ 67,87 bilhões, gerando um superávit mensal de aproximadamente R$ 15,86 bilhões. A corrente de comércio, que representa o fluxo total de transações, alcançou R$ 2,17 trilhões ao longo do ano, com alta de 8,5%.
Entre os produtos agropecuários, o destaque ficou com os embarques de animais vivos, que registraram crescimento espetacular de 180,7%. O café não torrado apresentou avanço de 22%, enquanto a soja cresceu 13,2% nas vendas internacionais. Já a indústria de transformação voltada ao agronegócio mostrou desempenho ainda mais robusto, com as exportações de carne de aves crescendo 48,1% e os produtos processados à base de soja e farinhas de origem animal avançando 55,8%.
Nem todos os produtos acompanharam este ritmo de crescimento. O milho não moído recuou 25,6%, o mel natural caiu 32,9%, e as sementes oleaginosas registraram queda de 42%, indicando uma dinâmica desigual dentro da pauta agrícola e revelando as peculiaridades da demanda internacional por diferentes commodities.
No comparativo anual para agosto, as exportações brasileiras cresceram em média 14,3% na base diária, enquanto as importações avançaram 16,2%. A corrente de comércio do mês atingiu R$ 151,56 bilhões, evolução de 15,1%, demonstrando intensificação das trocas comerciais do Brasil com o resto do mundo.
O setor extrativo também contribuiu significativamente para este resultado, exportando aproximadamente R$ 22,68 bilhões, alta de 27,8%. A indústria de transformação, incluindo produtos com valor agregado, respondeu por R$ 42,02 bilhões em embarques, crescimento de 8,8%.
As importações agrícolas evoluíram na direção oposta, com redução de 5,3% para aproximadamente R$ 1,04 bilhão. As compras externas de fertilizantes brutos caíram drasticamente 65,7%, enquanto os adubos químicos recuaram 27,3%. Produtos como trigo, centeio e soja também apresentaram menores importações, com quedas de 8,2% e 8,7% respectivamente.




