Durante os primeiros seis meses de 2026, o agronegócio de Minas Gerais registrou exportações no valor de R$ 45,6 bilhões. Foram enviadas ao exterior 8,46 milhões de toneladas de produtos para 166 países, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.
Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A cotação utilizada para os valores foi de R$ 5,09 por dólar.
A participação mineira correspondeu a 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio no período, além de representar 40,9% da receita total de Minas Gerais com vendas internacionais, ressaltando a importância do setor para a economia local.
A China continuou sendo o principal destino dos produtos agropecuários de Minas, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. Essa diversidade de mercados diminui riscos e amplia oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias mineiras.
O café foi o carro-chefe das exportações, acumulando R$ 22,9 bilhões, o que equivale a 50,1% da receita total do agronegócio no estado. Cerca de 10,8 milhões de sacas de 60 quilos foram embarcadas no semestre. O preço médio por saca subiu 4,2% em relação ao primeiro semestre de 2025, passando de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119.
Essa valorização contribuiu para a boa receita, mesmo com uma queda de 21,6% na quantidade exportada, refletindo ciclos anteriores de altos embarques e impactos climáticos sobre a produção e estoques. A expectativa para os próximos meses é positiva, com a entrada da safra de 2026.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita brasileira de 66,2 milhões de sacas, 17,1% maior que a safra anterior. Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deve ter papel fundamental nesse crescimento, devido à bienalidade positiva do arábica, ampliação da área cultivada e recuperação da produtividade.
Além do café, a soja destacou-se como segundo maior grupo exportado, com R$ 10,9 bilhões em vendas, representando um aumento de 10,2% em relação ao ano anterior. O volume total exportado somou 5,01 milhões de toneladas, crescendo 2,5%.
O crescimento do complexo soja demonstra o avanço do estado na comercialização de produtos processados, como farelo e óleo, que acrescentam valor ao grão, movimentam a indústria de esmagamento e atendem diversas cadeias produtivas.




