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Agro impulsiona superávit comercial do Brasil em agosto em R$ 37,7 bi

Em agosto, o Brasil registrou superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, com forte desempenho do agronegócio. Exportações de soja, café e carne de frango foram destaque, compensando quedas em outros setores. No acumulado do ano, saldo comercial alcança R$ 282,1 bilhões, com alta de 28,2%.

Redação Agora Pronto News(10/09/2026)
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Agro impulsiona superávit comercial do Brasil em agosto em R$ 37,7 bi

O Brasil encerrou o mês de agosto de 2026 com saldo positivo na balança comercial, registrando um superávit de R$ 37,7 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 23,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, influenciado principalmente pelo bom desempenho do agronegócio brasileiro.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações alcançaram R$ 169,1 bilhões em agosto, aumento de 12,2% na comparação anual. Já as importações cresceram 9,2%, totalizando R$ 131,4 bilhões. Com isso, a corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, alta de 10,9% frente a agosto de 2025.

O setor agropecuário, importante pilar da economia nacional, contribuiu diretamente com R$ 37,7 bilhões em exportações no mês, representando um avanço de 11,4%. Esse montante inclui produtos classificados pelo governo dentro da atividade agropecuária, descartando carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados que são contabilizados na indústria de transformação.

Entre os principais produtos do agro, destacam-se as remessas de animais vivos, cujas exportações cresceram 174,3%. O café não torrado teve alta de 24,1%, enquanto a soja, item chave do agronegócio brasileiro, aumentou suas vendas externas em 14%.

Além disso, os produtos industrializados ligados ao agronegócio também mostraram forte desempenho. As exportações de carne de frango e miúdos subiram 40,5%, e as de farelo de soja e outros produtos voltados à alimentação animal tiveram crescimento de 36,6%.

Apesar dos avanços, alguns segmentos apresentaram queda em agosto, como as vendas de milho não moído, que recuaram 25,3%. Também houve redução nas exportações de mel natural (-34,7%) e sementes oleaginosas, como girassol e algodão, que caíram 35,7%.

No setor da indústria de transformação, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada diminuíram 19,7% no mês, e açúcares e melaços tiveram queda de 37%. Essa redução mensal ocorreu após um período de embarques elevados e não comprometeu o desempenho acumulado do setor em 2026.

No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, um aumento de 10,3% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, crescimento de 6,1%. Com isso, o superávit comercial no período alcançou R$ 282,1 bilhões, registrando alta de 28,2%. A corrente de comércio totalizou R$ 2,28 trilhões, aumento de 8,4%.

As exportações ligadas ao setor agropecuário atingiram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, com crescimento de 9,5%. Esse avanço esteve apoiado pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, 15,2% na soja e 15,1% no algodão em bruto.

A indústria extrativa também registrou bom desempenho, com exportações de R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. Já a indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões em exportações.

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