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Engenharia e TI lideram os maiores salários no setor privado de Mato Grosso

Profissões nas áreas de engenharia, tecnologia da informação e automação apresentam as maiores remunerações no setor privado em Mato Grosso, com salários que superam R$10 mil em algumas especializações. O avanço da digitalização industrial e a demanda por profissionais qualificados impulsionam essa valorização salarial.

Redação Agora Pronto News(03/08/2026)
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Engenharia e TI lideram os maiores salários no setor privado de Mato Grosso

As carreiras relacionadas à engenharia, tecnologia da informação (TI), automação e gestão vêm se destacando entre as mais bem remuneradas no setor privado do estado de Mato Grosso. Segundo dados recentes do Observatório da Indústria, existem atualmente mais de 155 mil profissionais com ensino superior atuando no mercado privado, com salários médios que superam a marca de R$ 10 mil para algumas funções técnicas especializadas.

Destaque para os engenheiros de produção e agrônomos, que alcançam médias salariais de R$ 10.408,79 e R$ 10.035,78, respectivamente. Na área de TI, os analistas de desenvolvimento de sistemas recebem em média R$ 8.404,85, enquanto administradores de redes e analistas de sistemas de automação ganham próximos de R$ 6.700. Diversas outras posições ligadas à engenharia, tecnologia e gestão também figuram entre as profissões mais valorizadas no mercado privado.

Um aspecto relevante do levantamento é o desempenho da Engenharia de Controle e Automação, que, mesmo com menos de 30 profissionais ativos no setor privado do estado, registra a maior remuneração média, de R$ 12.313,43. Isso reflete a crescente necessidade de especialistas no controle e automação de processos, setores em expansão graças ao avanço da indústria digital.

Essas remunerações acompanham as mudanças no perfil do setor produtivo mato-grossense, onde empresas estão investindo cada vez mais em automação, digitalização e inovação para melhorar a produtividade. Isso aumenta a procura por profissionais capazes de desenvolver tecnologias, otimizar processos e integrar equipes multidisciplinares, fortalecendo a competitividade dos negócios locais.

O estudo do Observatório da Indústria também evidencia que áreas como logística e gestão de processos estão intensificando seu papel na economia local, impulsionadas por setores estratégicos como agroindústria, mineração, construção civil e indústria de transformação. Com operações cada vez mais orientadas por dados e automação, o mercado exige trabalhadores preparados para atuar nesse contexto mais tecnológico e complexo.

Fernanda Campos, diretora regional do Senai MT, reforça essa tendência. Segundo ela, a valorização salarial observada em engenharia, tecnologia e automação confirma o esforço da indústria local em contar com profissionais altamente qualificados para atender às demandas atuais de inovação e eficiência.

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