A elefanta asiática Baby encerrou uma longa trajetória de mais de 30 anos em exposição ao público. Nesta quinta-feira (18), iniciou sua jornada deixando o parque Beto Carrero World, localizado em Penha, Santa Catarina, rumo ao Santuário de Elefantes Brasil, situado em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
A operação de transporte foi meticulosamente planejada pelos especialistas do santuário. O veículo adaptado e a estrutura especial para a viagem garantiram conforto durante os aproximadamente 1.900 quilômetros de deslocamento. A equipe da instituição destacou que Baby se aclimatou rapidamente ao equipamento de transporte, permitindo que o procedimento avançasse conforme previsto.
Durante todo o trajeto, a prioridade foi garantir o bem-estar do animal. Paradas estratégicas foram programadas para alimentação, ingestão de água, descanso adequado e limpeza dos compartimentos. Esse cuidado demonstra o compromisso com a saúde física e psicológica de Baby durante essa transição importante.
A trajetória da elefanta começou em 1992, quando nasceu no Busch Gardens, na Flórida, nos Estados Unidos. Ainda jovem, foi removida de seu habitat natural e comercializada para um circo, antes de ser adquirida pelo parque catarinense, onde permaneceu por décadas como uma das principais atrações.
No ambiente anterior, Baby experienciou estímulos constantes e perturbadores. Ruídos de brinquedos, fluxo massivo de visitantes e movimentação incessante marcaram sua permanência. Seu espaço incluía um fosso com bordas de pedra e cercamento com arame, configuração típica de cativeiro convencional.
Agora em Chapada dos Guimarães, a equipe técnica trabalha na fase inicial de acolhimento e compreensão comportamental. Os cuidadores dedicam-se a conhecer as particularidades da elefanta, seus hábitos e preferências. Observações preliminares indicam um animal ativo e comportamento notavelmente intenso.
Uma característica observada foi a postura frequentemente elevada da cabeça, desvio que os especialistas analisam cuidadosamente. As explicações variam desde particularidades individuais até possíveis desconfortos físicos ou reflexos de estresse psicológico acumulado ao longo dos anos. Investigações mais aprofundadas continuarão após a adaptação completa.
Apesar dos desafios iniciais, Baby demonstra sinais encorajadores. A elefanta responde aos estímulos oferecidos pelos cuidadores, emite vocalizações regulares e apresenta comportamento comunicativo. Os profissionais relatam diversos roncos profundos e sons diversos desde a chegada, além de um olhar expressivo e curioso que revela interesse no novo ambiente.




