O coordenador do PNI (Programa Nacional de Imunizações) apresentou esta semana um detalhamento sobre os cuidados necessários após a aplicação da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. As orientações foram divulgadas em coletiva de imprensa, em resposta à suspensão temporária da vacinação durante investigação de duas mortes suspeitas.
De acordo com o coordenador, os vacinados recebem proteção contra os quatro tipos diferentes do vírus da dengue. Contudo, é fundamental manter vigilância durante as três primeiras semanas após a imunização, período considerado crítico para detecção de possíveis reações adversas.
A recomendação técnica é observar sinais de alerta como febre, dores abdominais intensas e contínuas, vômitos que não cessam, tontura, perda de sangue espontânea, sonolência excessiva, mudanças de comportamento com irritabilidade aumentada, manifestações de desidratação e piora geral da saúde. Qualquer um desses sintomas deve motivar a procura imediata por um serviço de saúde especializado.
As autoridades sanitárias confirmaram que toda a rede de saúde do país recebeu orientações para identificar sinais graves, notificar casos suspeitos, comunicar à vigilância epidemiológica e garantir atendimento clínico rápido quando necessário. Os profissionais de saúde foram instruídos a fazer acompanhamento ativo dos vacinados durante os 21 dias iniciais, período em que ainda podem ser detectados componentes do imunizante no organismo.
O imunizante do Butantan iniciou sua distribuição em janeiro deste ano através de um programa piloto em três cidades: Botucatu em São Paulo, Nova Lima em Minas Gerais e Maranguape no Ceará. Em março, o Ministério da Saúde expandiu a estratégia em conjunto com o governo do Tocantins, na região de Araguaína, que enfrentava circulação ativa do vírus naquela época.
A vacinação foi posteriormente estendida aos profissionais de saúde da atenção básica em todo o território nacional. Até o final de maio, mais de 500 mil doses haviam sido aplicadas em todo o Brasil, com aproximadamente 83 mil doses nas cidades que participaram da fase inicial e cerca de 417 mil doses administradas principalmente aos profissionais que atuam na saúde pública.



