Mauro Carvalho, que ocupava a presidência da Federação PRD-Solidariedade em Mato Grosso e era ex-secretário da Casa Civil, anunciou sua destituição do cargo nesta segunda-feira (30). A decisão partiu dos presidentes nacionais das siglas, Paulinho da Força, pelo Solidariedade, e Ovasco Resende, pelo PRD e pela federação.
Surpreendido com a comunicação, Carvalho criticou duramente a decisão dos líderes partidos. Segundo ele, a mudança ocorreu sem aviso prévio e reflete desacordos sobre estratégias eleitorais no Estado. "Acredito que fizeram algum acordo para governador e senador diferente do nosso entendimento estadual", declarou em nota oficial.
O dirigente estadual lamentou o que chamou de falta de compromisso ético na política: "Infelizmente, por interesses pessoais, vendem até a mãe pelo poder. Não faço e nunca fiz política desta forma". A federação pretendia apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à sucessão estadual e o governador Mauro Mendes (União) ao Senado Federal.
Além de Carvalho perder o comando da federação e a presidência do PRD em Mato Grosso, Marco Aurélio Ribeiro também será removido da liderança do Solidariedade no Estado. As mudanças acontecem no contexto de preparação para as eleições de 2026.
Antes da sua saída, a federação havia consolidado uma lista de pré-candidatos para as eleições estaduais. Entre os nomes estavam os secretários Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Gilberto Figueiredo (Saúde), além dos deputados Juca do Guaraná e Paulo Araújo. O ex-deputado Mauro Savi também integrava a composição, assim como Dilmar Dal Bosco, líder do Governo, que sinalizava filiação à sigla.
Carvalho informou que o grupo político permanece com chapas estruturadas para disputas ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa. Ele indicou que está em conversas com outras legendas para acomodar todos os candidatos que estavam vinculados ao PRD-Solidariedade. "Irei continuar trabalhando para contemplar todos os nossos candidatos em outros partidos", reafirmou.



