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Fachin pode assumir casos Master e INSS para conter crise no STF

O presidente do STF, Edson Fachin, pode retirar de André Mendonça a responsabilidade pelos casos Master e INSS para tentar diminuir a tensão entre ministros. A decisão ocorre no contexto de um conflito público recente entre Mendonça e Alexandre de Moraes, que já impacta os rumos da Corte.

Redação Agora Pronto News(09/09/2026)
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Fachin pode assumir casos Master e INSS para conter crise no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma instabilidade interna que pode levar o presidente Edson Fachin a assumir diretamente as investigações dos casos Master e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A medida visa reduzir a crise entre integrantes da Corte e tentar restaurar a harmonia entre os ministros.

Na tarde de domingo (6), Fachin reuniu seus principais assessores para discutir caminhos que possam resolver o desacerto recente entre Mendonça e Alexandre de Moraes, outra liderança importante no STF. O encontro teve como objetivo traçar estratégias para conduzir esse momento delicado de forma institucional e equilibrada.

O conflito ganhou evidência após Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal, medida que gerou intensa discussão no plenário da Segunda Turma, com o julgamento interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que requereu mais tempo para análise.

Desde a semana passada, o STF enfrenta publicamente um dos maiores embates entre seus membros. Fachin já tinha tomado uma decisão no sentido de retirar da gestão de Moraes o pedido de abertura de inquérito contra Mendonça referente a acusações de abuso de autoridade e outros crimes, mostrando preocupação com os métodos utilizados.

Nos bastidores, aliados de Moraes defendem que a exclusão temporária de Mendonça dos processos seja uma saída para diminuir a tensão, especialmente até que se esclareçam os questionamentos sobre as condutas adotadas durante as investigações.

O presidente Fachin, por sua vez, sinaliza que é fundamental controlar os ânimos e atuar de forma a evitar que o confronto entre os dois grupos se intensifique, o que prejudicaria o funcionamento da Corte.

Em pronunciamento na sexta-feira (4), Fachin ressaltou a importância de encerrar o inquérito das fake news, aberto em 2019 e conduzido por Moraes, e de implementar um código de ética para o tribunal. Segundo ele, não haverá atitudes precipitadas, mas também não haverá omissão diante do conflito.

“A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, afirmou o ministro, destacando que os acontecimentos recentes reforçam a necessidade de três prioridades: o código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema judiciário.

Antes de uma cerimônia oficial, Fachin também conversou com o presidente Lula, manifestando seu compromisso em levar as acusações internas ao plenário da Corte para uma decisão colegiada. Ele demonstrou insatisfação com os métodos adotados por Mendonça e Moraes para tratar das acusações, reforçando a importância da institucionalidade.

Segundo Fachin, afastar Mendonça do inquérito para avaliá-lo de forma imparcial é essencial para garantir a regularidade dos procedimentos adotados por Moraes e, posteriormente, avaliar as denúncias entre os ministros de forma transparente.

Enquanto as discussões avançam, a expectativa é que o presidente da Corte tome medidas para pacificar as divergências internas, preservando o equilíbrio e a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.

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