O Sindicato dos Profissionais da Área de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sinpaig-MT) organiza protesto marcado para terça-feira, 30 de junho, às 14h, na rotatória em frente ao Tribunal de Justiça do Estado (TJMT). A mobilização reúne servidores públicos estaduais para pressionar a Corte por uma decisão sobre os descontos de empréstimos consignados.
Segundo o presidente da entidade, Antônio Wagner, a manifestação busca uma resposta rápida do Poder Judiciário quanto ao agravo de instrumento apresentado pela defesa dos servidores. O pedido principal é a imediata suspensão dos descontos efetuados pela empresa Capital Consig e seu grupo econômico nos contracheques dos funcionários.
A categoria alega que a empresa descumpriu prazos estabelecidos pela Ação Civil Pública e deixou de cumprir auditorias exigidas em decisão liminar do juiz Bruno D'Oliveira Marques. Esses fatores, conforme denúncia, prejudicam mensalmente os salários de milhares de servidores ativos, aposentados e pensionistas mato-grossenses.
Wagner reforça a importância da participação de todos os profissionais do setor público na manifestação. "É fundamental que o Tribunal de Justiça tome uma posição e que esse desconto cesse do seu holerite. Convidamos todos a comparecerem", afirmou o presidente do sindicato, informando que outras entidades do funcionalismo também confirmaram presença no ato.
Além da pressão sobre o Judiciário, o Sinpaig-MT e demais sindicatos trabalham na elaboração de abaixo-assinado dirigido à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O documento solicita a criação urgente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os empréstimos consignados no Estado.
A movimentação política se sustenta em levantamentos do PROCON-MT, dados administrativos da SEPLAG-MT e auditorias do próprio sindicato. Esses documentos indicam fraudes, falhas operacionais graves e violações de segurança que provocaram o superendividamento de centenas de servidores estaduais.
As lideranças sindicais veem o protesto como um ponto de inflexão para conquistar avanços tanto na esfera jurídica quanto legislativa. O objetivo é garantir a proteção dos salários e preservar a dignidade dos trabalhadores do setor público mato-grossense afetados pelo caso.




