Atletas de diversas modalidades no Brasil estão organizando ações durante a próxima semana no Congresso Nacional para evitar que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública siga com o texto atual. A principal preocupação é o corte de até 30% dos recursos destinados ao esporte.
Essa redução afeta diretamente o financiamento que o Comitê Brasileiro de Clubes e o Comitê Olímpico do Brasil recebem, já que a PEC prevê direcionar parte dos recursos arrecadados em apostas esportivas para fundos de segurança e penitenciário. A mudança preocupa principalmente por acontecer pouco antes da Olimpíada de Los Angeles, em 2028, quando os atletas precisam de alto investimento para seu treinamento.
Para pressionar os senadores a reconsiderarem o texto, entidades esportivas estão preparando uma mobilização intensa, com a participação direta de atletas. Ainda está sendo definido o dia para a ação no Congresso.
Em abril, o tema foi debatido em audiência pública da Comissão de Esporte do Senado, quando representantes do setor esportivo destacaram a importância dos recursos para o desenvolvimento dos atletas e criticaram o redirecionamento dos fundos das apostas.
Hortência Marcari, ex-jogadora de basquete e símbolo do esporte nacional, afirmou que a PEC não é negativa em si, mas que o corte de 30% do orçamento do esporte seria um golpe duro. Segundo ela, o investimento no esporte já é reduzido, e a diminuição vai prejudicar o período crucial de preparação para grandes competições, como as Olimpíadas.
Os atletas reforçam a necessidade de equilibrar investimentos entre segurança pública e esporte, ressaltando a importância do esporte para a saúde, a inclusão social e a projeção internacional do Brasil.




