Na noite de terça-feira (29), durante o segundo bloco do debate na TV Centro América, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) expressou insatisfação com o que chamou de "jogo combinado" entre seus concorrentes ao governo, Doutora Natasha (PSD) e Wellington Fagundes (PL).
O debate, com temas previamente definidos, abordou questões como o sistema prisional, habitação e infraestrutura. Wellington foi escolhido para falar inicialmente sobre o sistema prisional e direcionou o foco para Natasha, que enfatizou a importância do diálogo com servidores públicos para melhorar a valorização e ampliar o efetivo policial. A candidata do PSD também defendeu o uso de tecnologia e a construção de novos presídios, além de combater o financiamento das facções criminosas.
Na área de segurança, Natasha destacou a necessidade de maior proteção às mulheres, criticando o programa "tolerância zero" do atual governo por não reduzir os índices de violência contra esse grupo. Em resposta, Pivetta afirmou que seu governo tem atuado no combate a diversos tipos de crimes em Mato Grosso, mas pontuou que a legislação atual permite certa impunidade. Ele criticou ainda a suposta estratégia de Natasha e Wellington para atacá-lo em conjunto.
Sobre habitação, Pivetta apresentou dados de sua gestão, com 40 mil casas contratadas nos últimos sete anos e a previsão de mais 60 mil para o futuro próximo. Ele questionou as propostas de Wellington e o senador criticou a aplicação dos recursos do Fethab, imposto arrecadado do setor agropecuário, que deveria ser destinado à construção de moradias e melhorias na infraestrutura. O governador destacou a saúde financeira do estado e mencionou um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa que permite uma operação de crédito para investimentos na área. Pivetta ainda cobrou que Wellington renuncie à candidatura, após negar que familiares tenham recebido benefícios fiscais.
Natasha ficou responsável pelo tema da ferrovia estadual e aproveitou para criticar o governador, perguntando se ele teria aversão à Capital, já que Cuiabá ficou atrás na construção de trechos da ferrovia. Ela também reclamou do descaso com o BRT, projeto que substituiria o VLT, ainda não concluído. Pivetta defendeu os investimentos feitos, citando 7 mil km de rodovias pavimentadas pelo estado e assegurou que todos os contratos serão fiscalizados. Pediu desculpas pelos atrasos e problemas enfrentados na capital.
Em meio às discussões, Natasha rejeitou ser rotulada como representante da "velha política", destacando ser sua primeira campanha eleitoral. Ela apontou que Mauro Carvalho, ex-chefe da Casa Civil, é o primeiro suplente de Wellington no Senado, indicando uma ligação política entre eles.
As eleições ao governo de Mato Grosso ocorrerão no domingo (4) de outubro, quando a população definirá seus representantes para os próximos mandatos.




