Na corrida pela Câmara Federal de Mato Grosso, três candidatos se destacam pela força de suas votações e estratégias: Rosa Neide (PT), Fábio Garcia (União Brasil) e Juarez Costa (Republicanos). Cada um chega neste momento decisivo com histórico eleitoral consistente, porém enfrenta desafios distintos para garantir seus mandatos.
Rosa Neide lidera o grupo com a maior votação registrada na última eleição, quando obteve 124.671 votos em 2022, sendo a mais votada para deputada federal no estado. Apesar do desempenho, ela ficou sem cadeira por conta da insuficiência da votação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, para converter seus votos em mandatos. Agora, Rosa retorna como o nome principal da federação, que desta vez conta com reforços como Dona Neuma (PV), que teve 44.931 votos em 2022, e o ex-senador Antero Paes de Barros (PV). O objetivo é não só repetir um desempenho individual expressivo, mas também garantir que a soma da votação da federação seja suficiente para assegurar cadeiras na Câmara.
Fábio Garcia, do União Brasil, traz também um histórico de votação expressiva. Em 2014, alcançou 104.976 votos e, em 2022, retornou à Câmara Federal com 98.704 votos, sendo o mais votado do estado para deputado, após Rosa Neide. Nos últimos anos, sua influência cresceu ao estreitar relações com prefeitos e lideranças municipais, função que consolidou durante sua passagem pela Casa Civil do governo Mauro Mendes. Em agosto, a força dessas alianças se evidenciou quando 122 prefeitos manifestaram apoio à sua candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos).
Já Juarez Costa (Republicanos) aparece como outro concorrente forte na disputa, também com uma base consolidada e participação ativa em chapas que buscam converter votos em cadeiras de forma eficiente.
Com perfis e estratégias distintas, os três candidatos principais buscam garantir os principais espaços para a representação federal de Mato Grosso nesta eleição, destacando a importância da combinação entre votação individual e força das chapas para o sucesso nas urnas.




