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Réu nega ter emprestado arma usada no assassinato do advogado Zampieri

Durante o julgamento no Tribunal do Júri, Hedilerson Barbosa negou ter emprestado sua pistola 9mm para Antônio Gomes da Silva, confesso executor do advogado Roberto Zampieri. Ele afirmou que teve sua confiança traída e que não sabia do uso da arma no crime.

Redação Agora Pronto News(ontem)
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Réu nega ter emprestado arma usada no assassinato do advogado Zampieri

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de ser intermediário na execução do advogado Roberto Zampieri, afirmou em juízo nesta quarta-feira (30) que não forneceu sua pistola 9mm a Antônio Gomes da Silva, responsável confesso pelo assassinato. O depoimento ocorreu durante a sessão no Tribunal do Júri.

Segundo Hedilerson, ele chegou a Cuiabá por volta das 15 horas no dia do crime para participar de um torneio de tiro, atividade relacionada à sua função como instrutor de tiro para Antônio. Ele explicou que, por questões legais, só podia transportar a arma dentro de uma maleta, que deixou guardada no quarto do hotel que compartilhou com Antônio. Após isso, saiu para se alimentar e, ao retornar, a arma ainda permanecia na mala.

O réu reforçou que nunca autorizou o uso da pistola por Antônio e que o suspeito teria acessado a arma no hotel sem seu conhecimento. "Ele traiu a minha confiança. Apesar de não sermos amigos próximos, era comum dividirmos o quarto por trabalharmos juntos. Ele insistiu para dividirmos o quarto e eu achei que era uma oferta feita de boa-fé", declarou Hedilerson.

A defesa do réu também destacou que as conversas entre Hedilerson e Antônio apresentadas pela acusação não indicam envolvimento no crime, tratando-se apenas da relação normal entre instrutor e aluno. Conforme posicionamento dos advogados, houve uma quebra de confiança por parte de Antônio.

No depoimento, Hedilerson contou que participou normalmente do torneio de tiro no dia seguinte ao assassinato e que só passou a suspeitar da participação após receber o laudo pericial que apontava uso de sua arma no crime.

O julgamento que começou na terça-feira (29) envolve também o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do crime. No primeiro dia, foram ouvidos delegados da DHPP e da Polícia Federal, além de testemunhas.

Durante a sessão desta quarta, Antônio Gomes da Silva confessou o assassinato do advogado e afirmou que teria executado também o desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho, se tivesse recebido ordem para tal.

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