Durante audiência realizada nesta quarta-feira (30), o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas negou qualquer envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri. Ele afirmou que está sendo injustamente acusado e disse se sentir "altamente lesado" ao responder pelo crime.
O depoimento ocorreu após os relatos do réu confesso, Antônio Gomes da Silva, e do intermediário do assassinato, Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Caçadini responde por suposta participação no financiamento do homicídio.
Questionado pela defesa sobre as acusações, o coronel ressaltou que não possuía motivo para financiar o crime e que não tinha qualquer ligação com Zampieri. "Não tenho necessidade para isso. Tenho toda uma trajetória no Exército. Tenho 70 anos, enfrentando várias comorbidades", destacou.
Ele também sugeriu que pode estar sendo usado como um "bode expiatório". "Parece que há algo por trás dessa acusação, talvez compra ou ameaça, para colocar meu nome nesse processo", declarou.
Caçadini revelou ainda que tentou apresentar uma delação premiada, mas essa possibilidade foi negada. "Começaram a construir uma narrativa. Talvez alguém não tenha conseguido concluir a investigação a tempo", comentou.
Sobre a relação com os demais envolvidos, explicou que conheceu Hedilerson por meio da Frente Ampla Patriótica (FAP), grupo político criado em março de 2023. Foi por intervenção de Hedilerson que conheceu Antônio, a quem contratou para uma obra em seu escritório pelo valor de R$ 40 mil, divididos em duas parcelas.
Quanto a Aníbal Manoel Laurindo, apontado como mandante do crime, afirmou que ele é um parceiro importante da FAP e que nunca discutiu o advogado Zampieri com ele. "Nunca houve menção sobre Zampieri", garantiu.
Ao ser questionado pelo juiz, Caçadini afirmou nunca ter conhecido diretamente o advogado assassinado.
O promotor Vinícius Gahyva Martins questionou o coronel sobre um depósito de R$ 60 mil identificado durante as investigações, mas a situação ainda está sob análise.




