Nesta terça-feira (8), o Governo de Mato Grosso oficializou a assinatura do contrato que assegura um financiamento de R$ 15 milhões para a reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá, gravemente atingido por um incêndio no mês de julho de 2024.
O aporte financeiro será disponibilizado pela Desenvolve MT, por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes), e contempla, além da reforma da estrutura danificada, a aquisição de novos equipamentos e a modernização do espaço comercial.
Essa ação está respaldada pelo Projeto de Lei nº 481/2026, sancionado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em abril do ano corrente, que estabelece condições específicas para viabilizar a retomada das atividades no local.
O governador Otaviano Pivetta destacou a relevância do empreendimento para a cidade e para os comerciantes afetados: “O incêndio causou uma comoção enorme. A busca dos lojistas e camelôs em reconstruir o shopping é essencial para a cidade e merece todo nosso apoio para ser concretizada.”
O contrato de financiamento prevê juros baseados no IPCA mais 2% ao ano, com até dois anos de carência para o início do pagamento e prazo máximo de cinco anos para a quitação total. Como garantia, está a cessão das receitas da Associação dos Lojistas e Camelôs, incluindo as taxas condominiais pagas pelos comerciantes.
Misael Galvão, presidente da Associação dos Lojistas e Camelôs do Shopping Popular, enfatizou a importância desse financiamento: “O Shopping Popular gera mais de 10 mil empregos e está dando um exemplo ao renascer após o incêndio. Este é um marco histórico para os pequenos empresários que agora contam com essa linha de crédito.”
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, ressaltou o impacto cultural e econômico do empreendimento, ativo há mais de 31 anos em Cuiabá. “O Shopping Popular é um símbolo da cidade, atraindo turistas e visitantes. Saber que esse recurso chega no momento certo para dar suporte aos lojistas é motivo de orgulho para o governo do estado.”
Os recursos do financiamento serão liberados aos poucos, conforme o avanço nas obras, com pagamentos feitos diretamente aos fornecedores para assegurar transparência e eficiência no processo.




