Um violento terremoto, com magnitude 7,4, sacudiu a região cafeeira do oeste colombiano na manhã de segunda-feira, 10 de junho, provocando a morte de mais de 250 pessoas, conforme informou o governo local nesta terça-feira (11). O abalo é o mais forte registrado na Colômbia em décadas e deixou um rastro de destruição em prédios residenciais, escolas e unidades de saúde.
Desde o tremor inicial, equipes de resgate têm trabalhado incansavelmente, escavando escombros na esperança de encontrar sobreviventes. A operação envolve o uso de maquinário pesado, além de esforços manuais para retirar detritos e desobstruir passagens em estruturas danificadas. Muitas pessoas aguardam ansiosamente perto dos locais atingidos por notícias de familiares presos entre os restos de concreto e aço retorcido.
Até a manhã desta terça-feira, foram registradas quase 100 réplicas do terremoto, mantendo a população em alerta máximo. As cidades de Pereira e Cali estão entre as mais atingidas, com centenas de edifícios comprometidos e estimativas de mortes que chegam a 101 e 95 respectivamente nessas localidades.
O governo colombiano, representado pelo ministro da Fazenda Miguel Gómez, anunciou que irá decretar estado de emergência econômica para acelerar os recursos e medidas de resposta ao desastre. A novidade permitirá que o presidente Abelardo de la Espriella tome decisões rápidas, inclusive em questões econômicas e tributárias, sem necessidade de aprovação imediata do Congresso.
O presidente De la Espriella declarou ainda um pacote de auxílio financeiro temporário, por três meses, para as famílias da região de Risaralda, onde está localizada Pereira. Ele expressou tristeza ao visitar áreas devastadas, reforçando o compromisso do governo em ajudar as comunidades afetadas.
Organismos internacionais, como o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), estimam que cerca de 5.000 residências sofreram danos e diversas construções desabaram, deixando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na cidade de Cali, moradores organizam-se nas ruas para dividir recursos e encontrar formas de reconstrução enquanto hospitais, incluindo setores pediátricos, lidam com a crise causada pelos desabamentos de seus prédios. Pacientes foram removidos para áreas abertas em meio aos escombros e equipes médicas fazem esforços para manter o atendimento, apesar das condições adversas.
O cenário é desafiador e as operações de resgate continuam à medida que as autoridades e a população lutam para minimizar os impactos do terremoto e apoiar os sobreviventes.




