O conflito entre Israel e Palestina, iniciado oficialmente em 7 de outubro de 2023, tem raízes que remontam à Nakba de 1948, quando milhares de palestinos foram deslocados de suas terras. O ataque do Hamas em outubro de 2023 foi, para muitos, uma reação à ocupação que perdura há décadas. Em resposta, Israel desencadeou uma ofensiva intensa na Faixa de Gaza, com o objetivo declarado de eliminar o Hamas, mas cuja estratégia acabou atingindo duramente toda a população civil palestina.
O sofrimento das crianças em Gaza tem sido particularmente grave. Em junho de 2026, o conflito ultrapassou mil dias de hostilidades continuadas. Milhares de menores foram mortos, feridos, deslocados ou ficaram órfãos. Organizações internacionais, como a UNICEF e a ONU, denunciam que grande parte dessas crianças enfrenta fome, acesso precário à água potável e a interrupções constantes em serviços essenciais como saúde e educação.
As escolas e hospitais da região foram destruídos ou permanecem com funcionamento restrito, dificultando ainda mais a vida da população infantil. Além do impacto físico, as crianças sofrem traumas psicológicos profundos causados pela perda de familiares, exposição constante a bombardeios e condições de vida precárias em abrigos improvisados, com falta de alimento, medicamentos e proteção contra condições climáticas extremas.
Um relatório publicado em junho de 2026 pela Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado revelou conclusões alarmantes. Segundo o documento, as autoridades israelenses teriam atacado deliberadamente crianças palestinas, configurando crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
O relatório destaca ainda o uso de força letal contra menores, ataques em áreas densamente povoadas, a destruição de infraestruturas essenciais como hospitais e escolas, e as severas restrições à entrada de ajuda humanitária, o que agrava ainda mais a crise humanitária.
Além dos danos imediatos, o documento aponta para consequências duradouras, como traumas psicológicos generalizados, desnutrição, interrupções na educação e dificuldade de acesso a cuidados médicos. Também chama a atenção para a situação na Cisjordânia, onde crianças palestinas têm sido alvo de detenções arbitrárias, maus-tratos e violência.
Essa realidade chama atenção para a necessidade urgente de soluções que garantam a proteção dos direitos das crianças e o acesso a serviços básicos em um contexto marcado pela violência e pela grave crise humanitária.




