O major-general russo Nikolai Varpakhovich, comandante da 22ª Divisão de Aviação de Bombardeiros Pesados, foi vítima de uma tentativa de assassinato em sua residência na vila de Probuzhdeniye, região de Saratov, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun.
O oficial de 56 anos foi atacado por um homem armado, que disparou duas vezes contra ele, acertando-lhe o rosto e o abdômen. O suspeito fugiu em uma motocicleta usando capacete para dificultar sua identificação. Até o momento, nenhum grupo reivindicou o atentado.
Após o ataque, Varpakhovich foi hospitalizado em estado crítico e passou por cirurgia para retirada dos projéteis. Posteriormente, foi transferido para Moscou por meio de um voo de evacuação médica para dar continuidade ao tratamento.
O motorista particular do general também sofreu ferimentos, mas conseguiu escapar do local do ataque.
Varpakhovich é responsável por comandar uma unidade de bombardeiros estratégicos baseada em Engels, conhecida por operar aeronaves como Tu-95MS e Tu-160. Esses aviões têm sido usados em ataques russos contra a Ucrânia, incluindo ofensivas com mísseis de cruzeiro.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) acusa o general de ordenar o bombardeio ao hospital infantil Okhmatdyt, em Kiev, em julho de 2024. O ataque resultou em duas mortes e deixou dezenas de feridos. Ele também é responsabilizado por um ataque a um prédio residencial em Odessa, em abril de 2022, que matou oito pessoas.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, diversas operações de sabotagem e ataques contra autoridades e militares russos têm sido registrados tanto na Rússia quanto em áreas ucranianas ocupadas.
O atentado a Varpakhovich acontece poucos dias após a morte de Dmitry Neyelov, vice-comandante de uma instalação de detenção em Olenivka, morto em explosão no carro. Estes eventos refletem o clima tenso e os ataques direcionados dentro do contexto do conflito.




